PARTE 2 
MORFOLOGIA
CAPTULO 5


ESTRUTURA E FORMAO DAS PALAVRAS

- nota da ledora: propaganda com os seguintes teores:  Os Gordos - com Nicolau 
Breyner - domingo, no canal 1, e do Diet Shake - no faa lipo ( referncia a 
lipoaspirao ) , faa aspirao ( mostrando um copo vazio, de diet shake, com 
um canudo) -  e uma propaganda - fim da nota. 
A lngua portuguesa apresenta dois processos bsicos para a formao das 
palavras: a derivao e a composio.

"Os gordos" constitui exemplo de derivao imprpria: a palavra gordos, 
originalmente adjetivo, converteu-se em substantivo sem sofrer qualquer 
acrscimo ou supresso em sua forma.
O segundo exemplo alude a uma palavra formada por composio (lipoaspirao) 
e, decompondo-a, tenta convencer o leitor a gastar seu dinheirinho com 
guloseimas, em vez de faz-lo com cirurgia esttica.


CONCEITOS BSICOS
Sabemos que a Morfologia estuda a estrutura, a formao, a classificao e as 
flexes das palavras. Neste captulo, iniciamos nossos estudos de Morfologia: 
vamos investigar a estrutura e os processos de formao das palavras de nossa 
lngua.
Se pensarmos em palavras que mantm alguma semelhana com o substantivo 
governo, poderemos encontrar o seguinte grupo:

governo
governa
desgoverno
desgovernado
governadores
ingovernvel
ingovernabilidade

Todas essas palavras tm pelo menos um elemento comum: a forma goven-. Alm 
disso, em todas elas h elementos destacveis, responsveis pelo acrscimo de 
algum detalhe de significao. Compare, por exemplo, governo e desgoverno: o 
elemento inicial des- foi acrescentado  forma governo, trazendo o significado de 
"falta, ausncia, carncia".
Continuando esse trabalho de comparao entre as diversas palavras que sele-
cionamos, podemos depreender a existncia de diversos elementos formadores:

govern-o
goven-a
des-govern-o
des-govern-a-do
govern-a-dor-es
in-govern--vel
in-govern-a-bil-i-dade

Cada um desses elementos formadores  capaz de fornecer alguma noo 
significativa  palavra que integra. Alm disso, nenhum deles pode sofrer nova 
diviso. Estamos diante de unidades de significao mnimas, ou seja, elementos 
significativos indecomponveis, a que damos o nome de morfemas.


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ATIVIDADES
Comparando as palavras a seguir, faa a depreenso dos morfemas que as 
constituem:
a) desatualizao	 b) atualizar 
c) atual                       d) atualizado 
e) atualizada             f) atualizados
g) atualmente           h) reatualizar
i) atualizador
	
- nota da ledora: quadro em destaque na pgina, fim da nota  - Selecionando e 
comparando palavras que contm alguma semelhana formal entre si, podemos 
fazer a depreenso dos elementos formadores dessas palavras. Esse trabalho 
nos mostra que as palavras so formadas por unidade mnimas de significado, os 
morfemas.
2. CLASSIFICAO DOS MORFEMAS 
 o morfema govern-, comum a todas as palavras observadas na pgina anterior, 
que faz com que as consideremos palavras de uma mesma famlia de 
significao. Ao morfema comum de uma famlia de palavras chamamos radical; s 
palavras que pertencem a uma mesma famlia, chamamos cognatos. O radical  a 
parte da palavra responsvel pela sua significao principal.
J sabemos que o morfema des-, que surge em desgoverno,  capaz de 
acrescentar ao significado da palavra governo a idia de "negao, falta, 
carncia". Dessa forma, o acrscimo do morfema des- cria uma nova palavra a 
partir de governo. A nova palavra formada tem o sentido de "falta, ausncia de 
governo". De maneira semelhante, o acrscimo do morfema -dor  forma governa- 
criou a palavra governador, que significa "aquele que governa". Observe que des- 
e -dor so morfemas capazes de mudar o sentido do radical a que so anexados. 
Esses morfemas recebem o nome de afixos.
Quando so colocados antes do radical, como acontece com des-, os afixos 
recebem o nome de prefixos. Quando, como -dor, surgem depois do radical, os 
afixos so chamados de sufixos. Prefixos e sufixos so capazes de introduzir 
modificaes de significado no radical a que so acrescentados. So tambm, em 
muitos casos, capazes de operar mudana de classe
- nota da ledora: quadro de destaque na pgina - 
OBSERVAES :  Optamos pelo uso do termo radical para designar o morfema que 
concentra a significao principal da palavra e que pode ser depreendido por 
meio de simpIes comparaes entre palavras de uma mesma famlia. 
Intencionalmente, no empregamos o termo raiz, que est ligado  origem histrica das 
palavras. Para identificar a raiz de uma famlia de vocbulos  necessrio um 
conhecimento especfico de etimologia.
- fim do quadro e da nota. 
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ESTRUTURA E FORMAO
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gramatical da palavra a que so acrescentados. Nas palavras que estamos 
analisando, merecem destaque alguns afixos:
prefixos:  des-, em desgoverno, desgovernado
in-, em ingovernvel, ingovernabilidade
sufixos
-vel,  em ingovernvel
-dor, em governadores
-dade, em ingovernabilidade

Se voc agora pluralizar a palavra governo, encontrar a forma governos. Isso nos 
mostra que o morfema -s, acrescentado ao final da forma governo,  capaz de 
indicar a flexo de nmero desse substantivo.
Tomando o verbo governar e conjugando algumas de suas formas, voc ir 
perceber modificaes na parte final dessa palavra: governava, governavas, 
governava, governvamos, governveis, governavam. Essas modificaes 
ocorrem  medida que o verbo vai sendo fIexionado em nmero (singular/plural) e 
pessoa (primeira, segunda ou terceira). Tambm ocorrem se modificarmos o 
tempo e o modo do verbo (governava/governara /governasse, por exemplo).
Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam as flexes das 
palavras. Esses morfemas sempre surgem na parte final das palavras variveis e 
recebem o nome de desinncias. H desinncias nominais (indicam flexes 
nominais, ou seja, o gnero e o nmero) e desinncias verbais (indicam flexes do 
verbo, como nmero, pessoa, tempo e modo).
Observe que entre o radical govern- e as desinncias verbais surge sempre o 
morfema -a-. Esse morfema que liga o radical s desinncias  chamado vogal 
temtica. Sua funo  justamente a de ligar-se ao radical, constituindo o chamado 
tema. E ao tema (radical + vogal temtica) que se acrescentam as desinncias. 
Tanto os verbos como os nomes apresentam vogais temticas.
H ainda um ltimo tipo de morfema que podemos encontrar: as vogais ou 
consoantes de ligao. So morfemas que surgem por motivos eufnicos, ou seja, 
para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos 
um exemplo de vogal de ligao na palavra ingovernabilidade: o -i- entre os sufixos 
-bil- e -dade facilita a emisso vocal da palavra. Outros exemplos de vogais e 
consoantes de ligao podem ser vistos em palavras como gasmetro, alvinegro, 
tecnocracia; paulada, cafeteira, chaleira, tricotar.

- nota da ledora: anuncio de praia de  nudismo, com um mai colocado em cima 
da placa de aviso: Praia de Nudismo. - fim da nota. 

Neste metonmico anncio ( os corpos nus esto sugeridos pelo solitrio mai ), vemos uma consoante 
de ligao na palavra nudismo, ligando o adjetivo nu ao sufixo -ismo.

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ATIVIDADE 
Faa a depreenso e a classificao dos morfemas formadores das seguintes 
palavras e flexes:
a)	realizar
b)	irreal
c)	real
d)	realmente
e)	realizvel
f)	realizava
g)	realizramos
h)	realismo
i)	realista
- nota da ledora: quadro de destaque na pgina:
Classificao dos morfemas
a) radical -  morfema comum s palavras que pertencem a uma mesma famlia de 
significado. Nele se concentra a significao bsica dessas palavras;
b) afixos - morfemas capazes de alterar a significao bsica de um radical. Podem 
tambm operar mudanas de classe gramatical. Subdividem-se em prefixos e 
sufixos;
c) desinncias - morfemas que indicam as flexes das palavras variveis. Subdivi-
dem-se em desinndas nominais (indicam as flexes de gnero e nmero dos no-
mes) e desinndas verbais (indicam as flexes de tempo/modo e nmero/pessoa 
dos verbos);
d) vogal temtica - morfema que serve de elemento de ligao entre o radical e as 
desinncias. O conjunto radical + vogal temtica recebe o nome de tema;
e) vogal ou consoante de ligao - morfema de origem geralmente eufnica, capaz 
de facilitar a emisso vocal de determinadas palavras.
ESTUDOS DOS MORFEMAS LIGADOS S FLEXES DAS PALAVRAS
Vogais temticas
A vogal temtica  um morfema que se junta ao radical a fim de formar uma base  
qual se ligam as desinncias. Essa base  chamada tema.
Alm de atuar como elemento de ligao entre o radical e as desinncias, a vogal 
temtica tambm marca grupos de nomes e de verbos. Isso significa que existem 
vogais temticas nominais e vogais temticas verbais.
a) vogais temticas nominais - so-a, -e e -o, quando tonas finais, como em mesa, 
artista, busca, perda, escola; triste, base, combate, destaque, sorte; livro, tribo, 
amparo, auxlio, resumo. Nesses casos, no poderamos pensar que essas 
terminaes so desinncias indicadoras de gnero, pois livro, escola e sorte, por 
exemplo, no sofrem flexo de gnero.  a essas vogais temticas que se liga a 
desinncia indicadora de plural: carro-s, mesa-s, dente-s.

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Os nomes terminados em vogais tnicas (sof, caf, caqui, mandacaru e cip, por 
exemplo) no apresentam vogal temtica; podemos considerar que os 
terminados em consoante (feliz, roedor, por exemplo) tm o mesmo 
comportamento.
b) vogais temticas verbais - so -a, -e e -i, criando trs grupos de verbos a que se 
d o nome de conjugaes. Assim, os verbos cuja vogal temtica  -a pertencem  
primeira conjugao; aqueles cuja vogal temtica  -e pertencem  segunda 
conjugao e os que tm vogal temtica -i pertencem  terceira conjugao.
Podemos perceber claramente a vogal temtica atuando entre o radical e as 
desinncias nos seguintes exemplos:
primeira conjugao: govem-a-va, atac-a-va, realiz-a-sse;
segunda conjugao: estabelec-e-sse, cr-e-ra, mex-e-r;
terceira conjugao: defin-i-ra, imped-i-sse, ag-i-mos.
DESINNCIA: 
As desinncias so morfemas que indicam as flexes de nomes e verbos, 
dividindo-se, por isso, em desinncias nominais e verbais Note que as 
desinncias indicam flexes de uma mesma palavra, enquanto os afixos so 
usados para formar novas palavras. As flexes ocorrem obrigatoriamente quando 
precisamos inserir uma palavra numa seqncia ou frase:

O ministro no foi convidado para a reunio.

Os ministros no foram convidados para a reunio.

A ministra no foi convidada para a reunio.

As ministras no foram convidadas para a reunio.


As flexes sofridas pelas palavras nas frases acima so obrigatrias para o 
estabelecimento da concordncia. J o uso de afixos no se deve a uma 
obrigatoriedade, mas sim a uma opo:

O ex-ministro no foi convidado para a reunio.

A ministra no foi convidada para as reuniezinhas.


No h nenhum mecanismo lingstico que torne obrigatrio o uso do sufixo -
(z)inhou do prefixo ex- nessas duas frases. Alm disso, reuniozinhas (plural 
"reuniezinhas") e ex-ministro so duas palavras novas formadas a partir de 
ministro e reunio, respectivamente; j ministros, ministra e ministras so 
consideradas formas de uma mesma palavra, ministro.
a) desinncias nominais - indicam o gnero e o nmero dos nomes. Para a 
indicao de gnero, o portugus costuma opor as desinncias -o / -a: 
garoto/garota; menino/menina. Voc j sabe como distinguir essas desinncias 
das vogais temticas nominais: lembre-se de que, enquanto as desinncias so 
comutveis (podem ser trocadas uma pela outra), as vogais temticas no so 
(quem pensaria seriamente em formar "livra" ou "carra" para indicar formas 
"femininas"?).


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Para a indicao de nmero, costuma-se utilizar o morfema -s, que indica o plural 
em oposio  ausncia de morfema que indica o singular: garoto/garotos; 
garota/garotas; menino/meninos; menina/meninas. No caso dos nomes 
terminados em -r e -z, a desinncia de plural assume a forma -es: mar/mares; 
revlver/revlveres; cruz/cruzes; juiz/juzes.
b) desinncias verbais - em nossa lngua, as desinncias verbais pertencem a dois 
tipos distintos. H aquelas que indicam o modo e o tempo verbais (desinncias 
modo-temporais) e aquelas que indicam o nmero e a pessoa verbais (desinncias 
nmero-pessoais). Observe, nas formas verbais abaixo, algumas dessas 
desinncias:

estud--va-mos
estud-: radical
--: vogal temtica
-va-: desinncia modo-temporal (caracteriza o pretrito imperfeito do indicativo)
-mos: desinncia nmero-pessoal (caracteriza a primeira pessoa do plural)

estud--sse-is
-sse-: desinncia modo-temporal (caracteriza o pretrito imperfeito do subjuntivo)
-is: desinncia nmero-pessoal (caracteriza a segunda pessoa do plural)

estud-a-ria-m
-ria-: desinncia modo-temporal (caracteriza o futuro do pretrito do indicativo)
-m: desinncia nmero-pessoal (caracteriza a terceira pessoa do plural)
- nota da ledora: 
fotografia do apinel de exposio da galeria do Banco Safra, anunciando a Exposio 
de mulheres com corpo escultural, com a seguinte legenda: Em muIher, -es e a 
desinncia de plural, pois trata-se de nome cujo singutar termina em -r. Mas o 
interessante neste anncio  o emprego do adjetivo escuItural geralmente usado em 
sentido figurado. O redator obteve um belo efeito explorando seu sentido literal. - no 
anncio, a foto de uma escultura do corpo de uma mulher. - fim da nota.  
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ATIVIDADES
Aponte as desinncias e as vogais temticas das seguintes palavras                          
e flexes:
a)	amor, amores
b)	deputado, deputada
c)	comemorava, comemorvamos, comemorssemos
d)	pusesse, pusramos, pussseis
e)	pente, pentes
f)	garrafa, garrafas
g)	bon, bons
h)	caso, casos
i)	moo, moos
- nota da ledora: quadro em destaque nesta pgina: 
Morfemas ligados aos mecanismos de flexo

Vogais temticas - atuam como elemento de ligao entre o radical e as desinncias.
a)	nominais - dividem os nomes em trs classes;
b)	verbais - dividem os verbos em trs conjugaes.
Desinncias - indicam as flexes das palavras variveis da lngua.
a)	nominais - indicam o gnero (masculino / feminino) e o nmero (singular / plural) 
dos nomes, pronomes e numerais variveis;
b)	verbais - indicam as flexes verbais, podendo ser modo-temporais ou nmero-
pessoais.
- fim do quadro de destaque da pgina. 


4. PROCESSO DE FORMAO DAS PALAVRAS
A lngua portuguesa apresenta dois processos bsicos para formao de 
palavras: a derivao e a composio.
H derivao quando, a partir de uma palavra primitiva, obtemos novas palavras 
(chamadas derivadas) por meio do acrscimo de afixos. Isso ocorre, por exemplo, 
quando, a partir da palavra primitiva piche, formamos pichar, da qual por sua vez se 
forma pichao, pichador; tambm ocorre quando obtemos impessoal a partir de 
pessoal ou ineficiente a partir de eficiente. Como veremos mais adiante, a derivao 
tambm pode ser feita pela supresso de morfemas ou pela troca de classe gramatical, 
mas nunca pelo acrscimo de radicais.
A composio ocorre quando formamos palavras pela juno de pelo menos dois radi-
cais. Nesse sentido, diferencia-se da derivao, que no lida com radicais. As 
palavras resultantes do processo de composio so chamadas palavras 
compostas, em oposio quelas em que h um nico radical, chamadas simples. 
Eis alguns exemplos de palavras compostas:
lobisomem (em que se notam os radicais das palavras lobo e homem), girassol (gira 
+ sol), beiJa-flor (beija + flor), otorrinolaringologia (formada por radicais eruditos, 
trazidos diretamente do grego: oto + rino + laringo + logia).


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DERIVAO

A derivao consiste basicamente na modificao de determinada palavra 
primitiva por meio do acrscimo de afixos. Dessa forma, temos a possibilidade de 
fazer sucessivos acrscimos, criando, a partir de uma base inicialmente simples, 
palavras de estrutura cada vez mais complexa:

escola

escolar

escolarizar

escolarizao

subescolarizao

Observe, assim, que a derivao deve ser vista como um processo extremamente 
produtivo da lngua portuguesa, pois podemos incorporar os mesmos afixos a um 
nmero muito grande de palavras primitivas. Esses acrscimos podem alterar o 
significado da palavra (como em escolarizao/subescolarizao) e tambm 
mudar a classe gramatical da palavra (como em escolarizar/escolarizao, que 
so, respectivamente, verbo e substantivo).
A derivao, quando decorre do acrscimo de afixos, pode ser classificada em 
trs tipos: derivao prefixal, derivao sufixal e derivao parassinttica.

Derivao prefixal ou prefixao
Resulta do acrscimo de prefixo  palavra primitiva, que tem o seu significado 
alterado; veja, por exemplo, alguns verbos derivados de pr: repor, dispor, 
compor, contrapor, indispor, recompor, decompor. Tradicionalmente, os 
estudiosos da lngua portuguesa afirmam que a prefixao no produz mudanas 
de classe gramatical; na lngua atual, entretanto, essas modificaes tm 
ocorrido. Veja, por exemplo, as palavras antiinflaao e interbairros, que, em 
expresses como pacto antinflao e transporte interbairros atuam como 
adjetivos, apesar de terem sido formadas de substantivos.

Derivao sufixal ou sufixao
Resulta do acrscimo de sufixo  palavra primitiva, que pode sofrer alterao de 
significado ou mudana de classe gramatical. Em unhada, por exemplo, houve 
modificao de significado: o acrscimo do sufixo trouxe a noo de "golpe", 
"ataque feito com a unha", ou mesmo a idia de "ferimento provocado pela unha". 
J em alfabetizao, o sufixo -o transforma em substantivo o verbo alfabetizar. 
Esse verbo, por sua vez, j resulta do substantivo alfabeto pelo acrscimo do 
sufixo -izar.
Como j vimos, o acrscimo de afixos pode ser gradativo. Nada impede que, 
depois de obter uma palavra por prefixao, se forme outra por sufixao, ou vice-
versa. Veja, por exempIo, desvalorizao (valor  valorizar  desvalorizar  
desvalorizao); indesatvel (desatar desatvel   indesatvel); desigualdade (igual  
igualdade   desigualdade). So palavras formadas por prefixao e sufixao ou 
por sufixao e prefixao.

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Derivao parassinttica ou parassntese
Ocorre quando a palavra derivada resulta do acrscimo simultneo de prefixo e 
sufixo  palavra primitiva.  um processo que d origem principalmente a verbos, 
obtidos a partir de substantivos e adjetivos. Veja alguns exemplos de verbos 
obtidos de substantivos: abenoar, amaldioar, ajoelhar, apoderar, avistar, apre-
goar, enfileirar, esfarelar, abotoar, esburacar, espreguiar, amanhecer, anoitecer 
acariciar, engatilhar, ensaboar, enraizar, afunilar, apavorar, empastelar, expatriar.
Agora, alguns formados de adjetivos: enrijecer, engordar, entortar, endireitar, 
esfriar, avermelhar, empobrecer, esclarecer, apodrecer, amadurecer, apor-
tuguesar, enlouquecer, endurecer, amolecer, entristecer, empalidecer, envelhecer, 
expropriar.

- nota da ledora: quadro de destaque na pgina: 
OBSERVAO: No se deve confundir a derivao parassinttica, em que o 
acrscimo de sufixo e prefixo  obrigatoriamente simultneo, com casos como os 
das palavras desvalonzao e desigualdade, que vimos h pouco. Nessas palavras, os 
afixos so acoplados em seqncia; assim, como vimos, desvalorizao provm de 
desvalorizar, que provm de valorizar, que por sua vez provm de valor.
 impossvel fazer o mesmo com palavras formadas por parassntese: no se 
pode, por exemplo, dizer que expropriar provm de "propriar" ou de "exprprio", 
pois tais palavras no existem; logo, expropriar provm diretamente de prprio, 
pelo acrscimo concomitante de prefixo e sufixo. - fim do quadro de destaque. 
DERIVAO REGRESSIVA
Ocorre quando se retira a parte final de uma palavra primitiva, obtendo por essa 
reduo uma palavra derivada. E um processo particularmente produtivo para a 
formao de substantivos a partir de verbos principalmente da primeira e da 
segunda conjugaes. Esses substantivos, chamados por isso de verbais, 
indicam sempre o nome de uma ao. O mecanismo para sua obteno  simples: 
substitui-se a terminao verbal formada pela vogal temtica + desinncia de 
infinitivo (-ar ou -er) por uma das vogais temticas nominais (-a, -e ou -o):
	buscar -  busca	alcanar - alcance	tocar -  toque    apelar - apelo
	censurar - censura	   atacar-  ataque	sacar -  saque	chorar -  choro
	ajudar -  ajuda	cortar -  corte	abalar- abalo	recuar - recuo
	perder -  perda  debater -  debate   afagar - afago    sustentar - sustento
	vender - venda	resgatar - resgate



 interessante perceber que a derivao regressiva  um processo produtivo na 
lngua coloquial: surgiram recentemente na lngua popular palavras como agito 
(de agitar), amasso (de amassar) e chego (de chegar).


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- nota da ledora: quadro de destaque na pgina; 
Os substantivos deverbais so sempre nomes de ao: isso  importante porque h 
casos em que  o verbo que se forma a partir do substantivo, como planta  plantar, per-
fume  perfumar, escudo  escudar. Planta, perfume e escudo no so nomes de ao; 
porisso no so substantivos deverbais . Na verdade, eles  que so palavras primitivas, 
enquanto os verbos so derivados.

Derivao imprpria
Ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acrscimo ou su-
presso em sua forma, muda de classe gramatical. Isso acontece, por exemplo, 
nas frases:

No aceitarei um no como resposta.

 um absurdo o que voc est propondo.

Na primeira frase, no, um advrbio, converteu-se em substantivo. Na segunda, o adjetivo 
absurdo tambm se converteu em substantivo. J em:
Voc est falando bonito: o amar  indispensvel.

O adjetivo bonito surge na funo tpica de um advrbio de modo, enquanto o verbo amar 
se converteu em substantivo.

- nota da ledora: anncio na pgina, campanha de educao no trnsito, da cidade de 
Curitiba, com os seguintes dizeres:  Curitiba levou 300 anos para aprender a respeitar o 
verde, s falta o amarelo e o vermelho ( cores referentes aos sinais de trnsito) . Acidente 
de trnsito no  falta de sorte,  falta de educao, legenda do anncio: Verde, amarelo 
e vermelho so adjetivos que, por derivao imprpria (note a anteposio do artigo aos 
trs), converteram-se em substantivos.  - fim do anncio. 

- nota da ledora: quadro em destaque, na pgina:
Tipos de derivao
a)	derivao prefixal ou prefixaco - resulta do acrscimo de prefixo  palavra 
primitiva, que tem o seu significado alterado;
b)	derivao sufixal ou sufixao - resulta do acrscimo de sufixo  palavra primitiva, 
que pode sofrer alterao de significado ou mudana de classe gramatical;
c)	derivao parassinttica ou parassntese -ocorre quando a palavra derivada 
resulta do acrscimo simultneo de prefixo e sufixo  palavra primitiva.  um processo 
que d origem principalmente a verbos, obtidos a partir de substantivos e 
adjetivos;
d)	derivao regressiva - ocorre quando se retira a parte final de uma palavra, 
obtendo por essa reduo uma palavra derivada.  um processo particularmente 
produtivo para a formao de substantivos a partir de verbos principalmente da 
primeira e da segunda conjugaes;
e)	derivao imprpria - ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer 
acrscimo ou supresso em sua forma, muda de classe gramatical.

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Prefixos
Os prefixos so morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim 
de modificar-lhes o sentido; raramente esses morfemas produzem mudanas de 
classe gramatical.
Os principais prefixos da lngua portuguesa so de origem latina. Na relao que 
se segue, colocamos as diversas formas que esses prefixos costumam assumir, o 
tipo de modificao de significado que introduzem no radical e vrios exemplos. 
Muitos desses prefixos originaram-se de preposies e advrbios, e no ser 
difcil para voc relacion-los com preposies e advrbios da lngua portuguesa. 
Leia a relao com cuidado, concentrando-se principalmente nos exemplos.

- nota da ledora: as trs pginas seguintes, trazem palavras com prefixos de 
origem latina, em tabela bastante extensa. Esta tabela foi alterada, em sua forma, 
durante a edio, contudo, o teor da mesma esta conforme o original. - fim da 
nota.    
Prefixo e significado

Prefixo 
a-, ab-, abs- (separao, afastamento, privao)
Exemplos
abdicar, abjurar, abster, abstrair, abuso, abusar, amovvel, abster
Prefixo 
a-, ad- (aproximao, direo, aumento, transformao)
Exemplos
achegar, abraar, aproveitar, amadurecer, adiantar, avivar, adjunto, administrar, admirar, adventcio, 
assimilar
Prefixo 
alm- (para o lado de l, do lado de l)
Exemplos
alm-tmulo, alm-mar, alm-mundo

Prefixo 
ante- (anterioridade no espao ou no tempo)
Exemplos
antebrao, antepasto, ante-sala, antevspera, antepor, anteontem 
Prefixo 
aqum- (para o lado de c, do lado de c)
Exemplos
aqum-mar, aqum-fronteiras

Prefixo 
bem-, ben- (de forma agradvel, positiva ou intensa)
Exemplos
bem-aventurado, bem-vindo, benfeitor, benquisto, bem-apanhado, bem-
apessoado, bem-nascido, bem-querer, bem-visto

Prefixo 
circum-, circun- (ao redor de, em torno de)
Exemplos
circuncentro, circunscrever, circunvizinhana, circunvagar
Prefixo 
cis- (posio aqum, do lado de c)
Exemplos
cisandino, cisplatino, cisalpino
Prefixo 
co-, com- (contigidade, companhia, agrupamento)
Exemplos
coabitar, coadjuvante, coadquirir, condiscpulo, combater, correligionrio, 
conjurar, consoante, confluncia, compor, cooperar, corroborar, conviver, co-
irmo, co-herdeiro

Prefixo 
contra- (oposio, ao coniunta, proximidade)
Exemplos
contra-atacar, contra-argumento, contradizer, contrapor, contraprova, 
contrabalanar, contracheque, contracultura, contra-exemplo, contracapa, 
contracanto, contramestre

Prefixo 
de- (movimento de cima para baixo)
Exemplos
decrescer, decompor, depor, depender, decapitar, deliberar, decair
Prefixo 
des- (separao, ao contraria, negao, privao)
Exemplos
despedaar, desfazer, desumano, desintegrar, desigual, desconforme, 
desobedecer, desmatar, desenganar, desunio, desfolhar;  (as vezes serve 
apenas para reforo) desafastar, desinfeliz, desinquieto

Prefixo
dis-, di- (separao, movimento para diversos lados, negao)

Exemplo
difcil, dissidente, dilacerar, disseminar, distender, disforme, dissabor, divagar, 
difundir

CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
79


Prefixo e significado

e-, es-, ex- (movimento para fora, separao, transformao)
emigrar, evadir, expor, exportar, exprimir, expatriar, extrair, esquentar, esfriar, 
esburacar, ex-presidente, ex-ministro, ex-namorada

en-, em-, i-, in-, im- (posio interior, movimento para dentro)
enraizar, enterrar, embarcar, embeber, imigrar, irromper, importar, importao, 
ingerir, inocular

entre-, inter- (posio intermediria, reciprocidade)
entreabrir, entrechoque, entrelaar, entrevista, entretela, entrever, interao, 
intercmbio, intervir, interromper, intercalar
extra- (posio exterior, fora de)
extraconfugal, extrajudicial, extra-oficial, extraordinrio, extranumerrio, 
extraterrestre, extravasar, extraviar
E-, Ifl-, Em- (negao, privao)
imoderado, inalterado, ilegal, ilegtimo, irrestrito, incmodo, intil, incapaz, impuro, 
imprprio
intra- (posio interior) intro- (movimento para dentro)
intrapulmonar, intravenoso, intra-ocular
intro- (movimento para dentro) introduzir, intrometer, intrometido, introverter, 
introjeo, introspeco


justa- (posio ao lado)
justapor, justaposio, justalinear

mal- (de forma irregular, desagradvel ou escassa)
mal-humorado, mal-educado, mal-arrumado, mal-assombrado, malfeito, mal-
assado, mal-aventurana, malcriado

ob-, o- (posio em frente, diante, oposio)
objeto, obstar, obstculo, obstruir, obstruo, opor, oposio
per- (movimento atravs) pos-, ps- (posterioridade, posio posterior)
perpassar, percorrer, percurso, perfurar, perseguir, perdurar posfcio, pospor, 
ps-escrito, ps-graduao, ps-eleitoral
pre-, pr- (anterioridade, antecedncia)
premeditar, preestabelecer, predizer, predispor, pr-histria, pr-adolescente, pr-
amplificador

pro-, pr- (movimento para a frente, a favor de)
promover, propelir, progredir, progresso, proeminente, proclamar, prosseguir, 
pr-socialista, pr-britnico, pr-anistia
re- (movimento para trs, repetio)
refluir, reagir, reaver, reeditar, recomear, reviver, renascer, reanimar



retro- (movimento para trs)
retroao, retrocesso, retroceder, retroativo, retrgrado, retrospectivo, retrovisor
semi- (metade de, quase, que faz o papel de)
semicrculo, semibreve, semicondutor, semiconsciente, semi-escravido, semi-
analfabeto, semivogal, semimorto

sobre-, super-, supra- (posio acima ou em cima, excesso, superioridade)
sobrepor, superpor, sobrescrito, sobrescrever, sobrevir, supersensvel, super-
homem, supermercado, superdotado, supercivilizao

soto-, sota- (debaixo, posio inferior)
sotopor, sotavento, sota-proa, sota-voga, sota-soberania
sub-, su-, sob-, 50- (movimento de baixo para cima, inferioridade, quase)
sobraar, soerguer, soterrar, sujeitar, subjugar, submeter, subalimentado 
subdesenvolvimento, sub)iteratura, subumano, submarino, subverter
tras-, tres-, trans- (movimento ou posio para alm de, atravs)
traspassar ou transpassar, trasbordar ou transbordar, tresandar, tresvariar, 
transatlntico, transalpino, transandino, transplantar
ultra- (posio alm de, em excesso)
ultrapassar, ultramar, ultravioleta, ultramicroscpico, ultraconservador, ultra-
romntico, ultra-som, ultra-sofisticado
vice- (em lugar de, em posio imediatamente inferior)
vice-presidente, vice-diretor, vice-cnsul, vice-almirante, vice-rei, vice-campeo, 
vice-artilheiro

CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
80
Prefixo e significado

an-, a- (privao, negao)
anarquia, annimo, ateu, acfalo, amora, anestesia, afnico, anemia 

arcanjo, arquiduque, arqutipo, arcebispo, arquimilionrio
 
an(a) - (movimento de baixo para cima, movimento inverso, repetio, 
afastamento, intensidade)

anacronismo, anagrama, anlise, anabatista, anfora, analogia, anatomia, 
anafilaxia

anf(i)- Ide Um e de outro lado, ao redor
anfiteatro, anfbio, anfipode

ant(i)- (ao contrria, oposio)
antagonista, anttese, antiareo, antpoda, antdoto, antipatia, anticonstitucional, 
anticorpo, antifebril, antimonrquico, anti-social 


ap(o)- (afastamento, separao)
apstata, apogeu, apstolo
arc(a)-, arce-, arque-, arqui-(superioridade, primazia )
arcanjo, arquiduque, arqutipo, arcebispo, arquimilionrio
cata- (movimento de cima para baixo, oposio, em regresso)
cataclismo, catacumba, catarro, catstrofe, catadupa, catacrese, catlise, catarata

 di(a)- (atravs, por meio de, separao)
diagnstico, dilogo, dialeto, dimetro, difano
dis- (mau estado, dificuldade) 
dispnia, disenteria, dislalia, dispepsia 
ec-, ex- (movimento para fora) 
eclipse, exantema, xodo
en-, e-, em-  ( posio interior, dentro) 

encfalo, emplastro, elipce, embrio
end(o)- (movimento para dentro, posio interior)
endocarpo, endotrmico, endoscpio
ep(i)- (posio superior, sobre, movimento para, posterioridade)
epiderme, epgrafe, eplogo, epcarpo, epidemia
eu-, ev- (bem, bom)
eufona, eugenia, eufemismo, euforia, eutansia, evangelho
hiper- posio superior, excesso, alm)
hiprbole, hipertenso, hipercrtco, hiperdesenvolvimento, hiperestesia, 
hipermercado, hipermetropia, hipertrofia, hipersnico

hipo- (posio inferior, escassez)
hipodrmico, hiptese, hipocalrico, hipogeu, hpoglicemia, hipotenso, hipoteca

met(a)- (mudana, sucesso, posterioridade, alm)
metfora, metamorfose, metafsica, metonmia, metacarpo, mettese, 
metempsicose

par(a)- (perto, ao lado de, elemento acessrio) 
paradoxo, paralelo, pargrafo, paramilitar, parbola, parmetro
peri- (movimento ou posio em torno)
perifrase, periferia, perodo, periarto, pericarpo
pro- (movimento para diante, posio em frente ou anterior) 
programa, prlogo, prognstico, prdromo, prclise
sin-, sim- (ao conjunta, companhia, reunio, simultaneidade)
sinestesia, sincronia, sntese, sinnimo, sinfonia, simpatia, slaba, sintaxe, sistema

CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
81


PREPOSIES E ADVRBIOS QUE TEM SIDO USADOS COMO PREFIXOS

Preposio/advrbio : significado e exemplos;
sem- (falta, privao, ausncia)	sem-amor, sem-terra, sem-teto, sem-fim, sem-
vergonha, sem-famlia
quase- (perto, aproximadamente, por pouco, pouco menos) quase-delito, quase-
equilbrio, quase-posse, quase-suicida
no- (negao por excluso) no-alinhado, no-euclidiano, no-violncia, no-
engajamento, no-essencial, no-fico, no-metal, no-participante
ATIVIDADES
1.	Substitua cada conjunto destacado por uma nica palavra, formada por 
prefixao.
- nota da ledora: as palavras que estiverem grifadas, no texto, aparecero aqui entre 
parnteses - fim da nota.  
a)	O juiz (ler novamente) os documentos do processo.
b)	 necessrio (fazer outra vez) todos os clculos.
c)	Depois de vrios anos, vou (tornar a ver) meus pais.
d)	No havia motivo para pr os interesses individuais (antes dos) interesses 
coletivos.
e)	No h como (dizer o contrrio do) que eu afirmei.
f)	Deixou a todos (sem proteo).
g)	Seu comportamento (despido de honestidade) foi punido.
h)	Queria uma liberdade (sem restries).
i)	Os documentos foram (datados com antecedncia).
j)	Depois de (passar alm) destes limites, descansaremos.

2.	Este exerccio  igual ao anterior.
a)	Nem todos os pases conseguem competir no mercado (de todas as naes.)
b)	Foi construda uma passagem (debaixo da terra) para evitar atropelamentos.
c)	(Passe uma linha por baixo) das palavras cujo significado voc desconhece.
d)	Descobriram restos de homens (que viveram antes do perodo histrico) no 
Piau.
	
e)	H rastros de animais (que viveram antes do Dilvio) naquela regio.
f)	As civilizaes (que existiam antes da chegada de Cristvo Colombo) 
deixaram marcas na vida da Amrica do Sul.
g)	Precisava tomar injees (dentro do msculo).
3. Baseando-se em seu conhecimento do valor dos prefixos, procure explicar o 
significado das seguintes palavras:
a)	reencontro, desencontro
b) premeditar, pressentir 
c) importar, exportar 
d) imigrante, emigrante 
e) imergir, emergir, submergir
f) interseco 
g) imoral, amoral
h) circunlquio, colquio
i) cisandino, cisalpino, transandino, transalpino
j) co-gesto
l) digresso, regresso, progresso
m) expatriar, repatriar
n) introvertido, extrovertido
o) prefcio, posfcio
p) refluxo, defluxo
q) introspeco, retrospeco
r) subestimar, sobreestimar
s) ultraleve
CAPTULO 5 
ESTRUTUTA E FORMAO
82
Sufixos
Os sufixos so capazes de modificar o significado do radical a que so 
acrescentados. Sua principal caracterstica, no entanto,  a mudana de classe 
gramatical que geralmente operam. Dessa forma, podemos utilizar o significado 
de um verbo, por exemplo, num contexto em que se deve usar um substantivo. 
Por isso, vamos observar os principais sufixos da lngua portuguesa em relaes 
que colocam em evidncia as diversas classes de palavras envolvidas no 
processo de derivao. Perceba que, como o sufixo  colocado depois do radical, 
a ele so incorporadas as desinncias que indicam as flexes das palavras 
variveis.


1.	Formam substantivos a partir de outros substantivos

-ada
a)	ferimento, golpe ou marca produzida por instrumento: facada, punhalada, 
navalhada, martelada, pedrada, bicada, chifrada, dentada, unhada; penada, 
pincelada.

b)	medida ou quantidade: garfada, batelada, fornada, tigelada, carrada, 
colherada.

c)	multido: boiada, carneirada, estacada, ramada, papelada, meninada.

d)	alimentos ou bebidas: cajuada, laranjada, limonada, cocada, marmelada, 
goiabada, feijoada.
e)	movimentos ou atos rpidos, enrgicos ou de durao prolongada: risada, 
gargalhada, cartada; jornada, noitada, temporada.

-ado, -ato
ttulos honorficos, territrios governados, cargos elevados, instituies: 
viscondado, arcebispado, principado, pontificado, protetorado, condado, 
almirantado, eleitorado, apostolado, noviciado, bacharelado, reitorado, 
consulado; clericato, tribunato, sindicato, triunvirato, baronato, cardinalato.

-agem
a)	noo coletiva: folhagem, ferragem, plumagem, ramagem, pastagem.
b)	ao ou resultado da ao; estado: aprendizagem, ladroagem, vadiagem.

-al
a)	sentido coletivo: bananal, cafezal, feijoal, batatal, laranjal, morangal, pinhal, 
olival, jabuticabal, areal, lamaal, lodaal.

b)	relao, pertinncia: dedal, portal, pantanal.

-alha
noo coletiva de valor pejorativo: gentalha, canalha, politicalha, miualha.

-ama, -ame
noo coletiva ou de quantidade: dinheirama, mourama, velame, vasilhame, cor-
doame.

-ana, -eria
a)	ramo de negcio ou estabelecimento:
chapelaria, livraria, alfaiataria, drogaria, tinturaria, confeitaria, leiteria, sorveteria.
b)	noo coletiva: pedraria, sacaria, caixaria, fuzilaria, gritaria, infantaria ou 
infanteria.
c)	atos ou resultados dos atos de certos individuos: patifaria, velhacaria, 
pirataria, galantaria ou galanteria.

-rio
a)	atividade, ofcio, profisso: boticrio, operrio, secretrio, bancrio.

CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
83

b)	lugar onde se coloca algo: campanrio, aqurio, relicrio, vestirio.
c)	noo coletiva: rimrio, anedotrio, errio.

-edo
a)	sentido coletivo: arvoredo, vinhedo, olivedo, passaredo.
b)	objeto isolado, de grande vulto: penedo, rochedo.

-eiro, -eira
a)	ofcios e ocupaes: barbeiro, sapateiro, parteira, peixeiro, carteiro, 
bombeiro, sineiro, toureiro, marinheiro, livreiro, copeiro, pedreiro.
b)	nomes de rvores ou arbustos: cajueiro, laranjeira, roseira, amendoeira, 
coqueiro, cafeeiro, pessegueiro, mangueira, jaqueira, goiabeira, craveiro, figueira, 
castanheiro ou castanheira, espinheiro ou espinheira.
c)	objetos ou lugares que servem para guardar: cigarreira, manteigueira, 
paliteiro, cinzeiro, tinteiro, compoteira, aucareiro, agulheiro, saladeira.
d)	objetos de uso pessoal em geral: pulseira, perneira, joelheira, munhequeira, 
banheira, chuteira.
e)	noo coletiva, de quantidade ou de intensidade: nevoeiro, poeira, lameira, 
chuveiro; pedreira, carvoeira, ostreira; vespeiro, formigueiro; cabeleira.

-ia
a)	profisso, dignidade ou lugar onde se exerce profisso: advocacia, 
baronia, chefia, chancelaria, delegacia, reitoria, diretoria.
b)	sentido coletivo: confraria, clerezia, penedia.

-io
noo coletiva: mulherio, rapazio, poderio, gentio.
ite
inflamao: bronquite, gastrite, rinite, estomatite, esplenite, otite, enterite.

-ugem
semelhana ou idia de poro: ferrugem, lanugem, penugem, babugem.


-ume
a)	noo coletiva, de quantidade ou intensidade: cardume, negrume, 
azedume, chorume.
b)	ao ou resultado da ao: curtume, urdume.

2.	Formam substantivos de adjetivos

Os substantivos derivados de adjetivos indicam qualidades, propriedades ou 
estados.

-dade
crueldade, maldade, bondade, divindade, sociedade, umidade, liberalidade, 
fragilidade, facilidade, legalidade, amabilidade, possibilidade, solubilidade.

-do
mansido, podrido, escurido, gratido.

-ez, -eza
altivez, mudez, surdez, sordidez, intrepidez, honradez, mesquinhez, pequenez, 
pureza, firmeza, nobreza, fraqueza, estranheza, delicadeza, sutileza.

-ia
valentia, ufania, cortesia, alegria, melhoria.

-ice, -cie
velhice, meninice, criancice, beatice, tolice, modernice; calvcie, cancie, plancie; 
imundice ou imundcie.

CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
84


-or
alvor; amargor, dulor; negror.

-tude
amplitude, magnitude, latitude, longitude.

-ura
brancura, amargura, loucura, frescura, verdura, doura, largura, espessura.

3.	Formam substantivos de verbos

-ana (-ncia), -ena (-ncia)
nomes de ao ou de resultados dela; nomes de estado: esperana, lembrana, 
vingana, constncia, importncia, relevncia; crena, descrena, diferena, de-
tena; regncia, conferncia, obedincia.
-ante, -ente, -inte
agente: ajudante, emigrante, navegante, combatente, pretendente, ouvinte, pe-
dinte.
Em muitos casos, houve especializao de sentido: poente, restaurante, estante, 
minguante, vazante, afluente.
-dor, -tor, -sor, -or
nome de agente ou de instrumento: roedor, salvador, pescador, carregador, 
tradutor, jogador, poupador, investidor, investigador, inspetor; regador, aquece-
dor; raspador; interruptor, disjuntor.


-o, -so, -o
ao ou resultado dela: coroao, nomeao, posio, traio, adulao, conso-
lao, obrigao, negao, declarao, audio, soluo, invocao, extenso, 
agresso, repercusso, discusso, puxo, arranho, escorrego.
-douro, -trio
lugar ou instrumento para prtica da ao: miradouro, ancoradouro, desaguadou 
ro, logradouro, matadouro, bebedouro, babadouro; purgatrio, dormitrio, 
laboratrio, vomitrio, oratrio.

-dura, -tura, -sura, -ura
resultado ou instrumento da ao: atadura, armadura, escritura, fechadura, 
clausura, urdidura, benzedura, mordedura, torcedura, pintura, magistratura, 
formatura.

-mento
ao, resultado da ao ou instrumento:
acolhimento, apartamento, pensamento, conhecimento, convencimento, esqueci-
mento, fingimento, impedimento, ferimento, ornamento, instrumento, armamento, 
fardamento.

4. Formam substantivos e adjetivos de outros substantivos e adjetivos

-ismo
a)	doutrinas ou sistemas religiosos, filosficos, polticos, artsticos: 
calvinismo, bramanismo, budismo, materialismo, espiritismo, socialismo, 
capitalismo, federalismo, gongorismo, simbolismo, modernismo, impressionismo.
b)	maneira de proceder ou de pensar: heroismo, pedantismo, patriotismo, 
servilismo, ufanismo, nepotismo, filhotismo, arrivismo, oportunismo, 
revanchismo.
c)	formas de expresso que apresentam particularidades: vulgarismo, 
latinismo, galicismo, arcasmo, neologismo, solecismo, barbarismo.
d)	terminologia cientfica: magnetismo, galvanismo, alcoolismo, reumatismo, 
traumatismo.

CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
85


-ista
a)	sectrios de certas doutrinas: calvinista, bramanista, budista, materialista, 
espiritista, socialista, capitalista, federalista, gongorista, simbolista, modernista, 
impressionista.
b)	ofcios, agentes: flautista, florista, telefonista, maquinista, latinista, dentista, 
acionista, tenista, esportista.
c)	adeptos de determinadas formas de agir ou pensar: oportunista, golpista, 
saudosista, emancipacionista, desenvolvimentista, arrivista, revanchista.
d) nomes ptrios ou indicadores de origem: nortista, sulista, paulista, santista, 
campista.

5.	Formam adjetivos de substantivos ou de outros adjetivos

-aco

estado ntimo; pertinncia; origem: manaco, demonaco, austraco, siraco.
- nota da ledora: quadro em destaque na pgina :
OBSERVAO
A relao entre as palavras tormadas pelos sufixos -ismo e -ista  bvia: 
modernismo/modernista; calvinismo/calvinista, etc. Note, no entanto, que no  
uma relao obrigatria: protestantismo/protestante; maometismo/maometano; 
islamismo/islamita.
- fim do quadro. 
-ado
a)	provido, cheio de: barbado, ciliado, dentado.
b)	que tem carter de: adamado, afeminado, amarelado, avermelhado.

-aico
referncia, pertinncia; origem: prosaico, onomatopaico, judaico, caldaico, ara-
maico.
-ano
a)	pertinncia; provenincia; relao com:
humano, mundano, serrano.
b)	adeptos de doutrinas estticas, religiosas, filosficas: maometano, 
luterano, angl cano, camoniano, shakespeariano, horaciano.
c)	nomes ptrios: americano, baiano, pernambucano, peruano, prussiano, 
aoriano, alentejano.

-o
provenincia, origem: alemo, coimbro, beiro, aldeo.

-al, -ar

relao, pertinncia: dorsal, causal, substancial, anual, pessoal; escolar, palmar, 
vulgar, solar, lunar; consular; familial ou familiar.

-eiro, -rio
relao; posse; origem: verdadeiro, rasteiro, costeiro, originrio, ordinrio, dirio, 
subsidirio, tributrio, mineiro, brasileiro.

-engo, -enho, -eno
relao; procedncia, origem: mulherengo, avoengo, solarengo, flamengo; 
ferrenho, estremenho, madrilenho, panamenho, portenho; nazareno, terreno, tir-
reno, chileno.

-ento
provido ou cheio de; que tem o carter de: sedento, rabugento, peonhento, cin-
zento, ciumento, corpulento, turbulento, opulento, barrento, vidrento.

CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
86

-s, -ense
relao; procedncia, origem: francs, ingls, genovs, milans, escocs, 
irlands; paraense, cearense, maranhense, vienense, parisiense, catarinense, 
forense.

-eo
relao; semelhana; matria: rseo, frreo.

-esco, -isco
referncia; semelhana: burlesco, dantesco, mourisco.

-este, -estre
relao: agreste, celeste; campestre, terrestre, alpestre, silvestre.

-eu
e relao; procedncia, origem: europeu, judeu, caldeu, hebreu, filisteu, cananeu.

-ico, icio
relao; procedncia: bblico, melanclico, prsico, cltico, britnico, ibrico, 
geomtrico; alimentcio, natalcio.

-il
referncia; semelhana: febril, infantil, senhoril, servil, varonil, estudantil, fabril.

-ino
relao; origem; natureza: argentino, florentino, bizantino, cristalino, leonino, ala-
bastrino, diamantino, londrino, bovino.

-ita
relao; origem: ismaelita, israelita, jesuita.

-onho
propriedade; hbito: medonho, risonho, enfadonho, tristonho.

-oso
provido, cheio de; que provoca: orgulhoso, furioso, desejoso, rigoroso, noticioso, 
leitoso, suIfuroso, montanhoso, pedregoso, temeroso, lamentoso, lastimoso, 
vergonhoso, angustioso.

-tico
relao: aromtico, problemtico, asitico, rstico.

-udo
provido de, cheio de ou com a forma de, muitas vezes com idia de 
desproporo: sisudo, pontudo, bicudo, peludo, cabeludo, narigudo, espadado, 
repolhudo, bochechudo, carnudo, polpudo.


6.	Formam adjetivos de verbos

-ante, -ente, -inte
ao; qualidade; estado: semelhante, tolerante; doente, resistente; constituinte, 
seguinte.

-io, -ivo
ao; referncia; modo de ser: escorregadio, erradio, fugidio, tardio, prestadio; 
pensativo, lucrativo, fugitivo, afirmativo, negativo, acumulativo.

-io, icio
referncia; possibilidade de praticar ou sofrer ao: abafadio, movedio, que-
bradio, alagadio, metedio; acomodatcio, factcio, translatcio, sub-reptcio.

-doiro, -douro, -trio
ao, muitas vezes de valor futuro; pertinncia: casadoiro; duradouro, vindouro; 
inibitrio, preparatrio, emigratrio.

-vel
possibilidade de praticar ou sofrer ao:
desejvel, vulnervel, remedivel, substituvel, suportvel, louvvel, admissvel, re-
duzvel, removvel, corrigvel, discutvel.

CAPITULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
87
7.	Forma advrbios de adjetivos

-mente
justamente, vaidosamente, livremente, burguesmente, perigosamente, firmemente, 
fracamente.


8.	Formam verbos de substantivos e adjetivos

-ar
murar, jardinar, telefonar, ancorar, ordenar; almoar.

-ear
sapatear, floretear; golpear, saborear, saquear; mastrear; folhear; sanear; clarear.

-ejar
lacrimejar, gotejar; gaguejar, voejar.

-entar
amolentar; aformosentar.

-ecer, -escer
favorecer; escurecer; florescer; rejuvenescer.

-ficar
falsificar, petrificar, exemplificar, fortificar, dignificar; purificar.

-ilhar
dedilhar; fervilhar.

-inhar
escrevinhar, cuspinhar.

-iscar
chuviscar; lambiscar.

-itar
saltitar, dormitar.

-izar
organizar, civilizar; harmonizar, fertilizar, esterilizar; tranqilizar; vulgarizar, 
simpatizar; economizar; arborizar.
9.	Sufixos aumentativos

-o, -eiro, -arro, -alho, -zarro
casaro, caldeiro, paredo; chapeiro; grandalho, vagalho; homenzarro.

-aa, -ao, -ua
barcaa, barbaa; ricao, doutorao, mulherao; dentua.

-alha
fornalha

-anzil
corpanzil

- nota da ledora: quadro em destaque na pgina- 
OBSERVAO
Os verbos novos da lngua so criados pelo acrscimo da terminao -ar a subs-
tantivos e adjetivos. Essa terminao  forma-da pela vogal temtica da primeira 
conjugao seguida pela desinncia do infinitivo impessoal, atuando como um 
verdadeiro sufixo.
Os demais sufixos costumam confenr detalhes de significado aos verbos que 
formam.
Observe:
-ear
indica ao repetida (cabecear folhear) ou ao que se prolonga (clarear). O 
mesmo acontece com -ejar: gotejar, velejar.
-entar
indica processo de atribuio de uma qualidade ou estado (amolentar). O mesmo 
se d com -ficar e -izar: clarificar, solidificar,  civilizar, atualizar.
-iscar
indica ao repetida e diminuda; chuviscar, lambiscar. O mesmo ocorre com
-itar (dormitar; saltitar), -ilhar e outros. No caso de -inhar, muitas vezes h sentido 
depreciativo, como em escrevinhar.

CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
88

-a ru
fogaru, povaru, mundaru.

-arra, -orra
bocarra, naviarra; beiorra, cabeorra.
-az, alhaz, arraz
ladravaz, linguaraz, fatacaz, machacaz; facalhaz; pratarraz.

-astro
medicastro, poetastro.

10.	Sufixos diminutivos

-acho, -icho, -ucho
riacho, fogacho; governicho, barbicha; gorducho, papelucho, casucha.

-ebre

casebre

-eco, -ico
livreco, soneca, padreco; burrico, marica.

-ejo
lugarejo, animalejo.

-ela
ruela, viela, magricela.

-elho, -ilho, -ilha
folhelho, rapazelho; pecadilho; tropilha.

-ete, -eta, -eto
tiranete, fradete, artiguete, lembrete, diabrete; saleta, lingeta; esboceto.

-inho, -inha, -zinha, -zinho
livrinho, pratinho, branquinho, novinho, bonitinho, toquinho, caixinha, florzinha, 
vozinha.
-im
 espadim, lagostim, camarim, fortim. 
-ino
pequenino
-isco, -usco
chuvisco, petisco; velhusco.

-ito, -ita, -zito
casita, rapazito, copito; amorzito, jardinzito, florzita.

-ola
rapazola, bandeirola, portinhola, fazendola.

-ote, -oto, -ota
rapazote, caixote, velhote, fidalgote, saiote; perdigoto; velhota.

-ulo, -ula, -culo, -cula
glbulo, grnulo, ndulo, rgulo; corpsculo, minsculo, homnculo, montculo, 
opsculo, versculo; radcula, gotcula; partcula, pelcula, questincula.
- nota da ldora; quadro de destaque na pgina - 
OBSERVAO:  fcil notar que muitas vezes os sufixos aumentativos e 
diminutivos sugerem deformidade (como em beiorra, cabeorra), admirao 
(carro), desprezo (asneiro, poetastro, artiguete), carinho (paizinho, pequenino), 
intensidade (alegrinho), ironia (safadinha) e vrios outros matizes semnticos. No 
caso dos sufixos pertencentes ao ltimo grupo apresentado, temos a formao 
de diminutivos eruditos - diretamente importados do latim -, os quais so muito 
usados na terminologia cientfica. - fim do quadro de destaque. 

CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
89
ATIVIDADES
1.	Responda a cada um dos itens a seguir com uma palavra formada por 
sufixao. Como se chama:
a)	o golpe dado com a cabea?
b)	um grupo de rapazes?
c)	o conjunto de eleitores de uma dada regio?
d)	a ao de lavar?
e)	uma plantao de jabuticabeiras?
1)	um grupo de polticos desonestos?
g)	o estabelecimento onde se vendem queijos?
h)	o comerciante de queijos?
i)	a planta cujo fruto  o caf?
j)	o recipiente onde se guarda manteiga?

2.	Substitua os verbos destacados por substantivos formados por derivao. 
Faa todas as modificaes necessrias para obter frases inteligveis.
a)	Todos (decidiram) manter as reivindicaes.
b)	Todos decidiram (manter) as reivindicaes.
c)	Esperamos que os prazos estipulados (sejam cumpridos).
d)	Atenderemos a todos de acordo com a ordem segundo a qual (chegaram). 
No haver excees.
e)	Continuaremos at que (tenhamos obtido) xito.
f)	Os moradores querem que as obras sejam (continuadas).
g)	Os representantes dos pases envolvidos no processo recomendaram que 
as contas (fossem bloqueadas).
h)	Os representantes dos pases envolvidos no processo (recomendaram) que 
as contas fossem bloqueadas.
3. Substitua as expresses destacadas por nomes formados por sufixao. Faa 
todas as modificaes necessrias para obter frases inteligveis.
a)	(Aqueles que mantm) esta entidade decidiram tomar providncias (que 
saneiem suas finanas).
b)	 um candidato (que no se pode eleger). Suas idias privilegiam (aqueles 
que desrespeitam) as instituies.
c)	(Aquelas que conduzem) o movimento (de reivindicao) devem ser 
cercadas por medidas (que as protejam).
d)	(Os que venceram) a competio recebero prmios (que no se podem des-
crever).
e)	A presena (dos que defendem) nossa posio  fator (de que no se pode 
prescindir).
f)	Foi uma deciso que agradou aos que lutam para que a floresta (seja 
preservada).
g)	Ele entrou de (forma atabalhoada).

4.	No  apenas na lngua portuguesa que se estuda na escola que os sufixos 
so usados para formar novas palavras: isso acontece tambm na lngua 
portuguesa do cotidiano e dos veculos de comunicao de massa. Baseado no 
seu conhecimento do valor dos sufixos, explique o sentido das seguintes 
palavras:
a) tietar, tietagem
b) badalao, esnobao
c) sanduicheria, danceteria 
d) roqueiro, grafiteiro
e) pichador, pichao
f) prefeiturvel, ministerivel, presidencivel
g) carreata
h) bacano, duro

CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
90
TEXTO PARA ANLISE

Ptria minha 

A minha ptria  como se no fosse,  ntima
Doura e vontade de chorar; uma criana dormindo
 minha ptria. Por isso, no exlio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades da minha ptria.

Se me perguntarem o que  a minha ptria, direi:
No sei. De fato, no sei
Como, por que e quando a minha ptria
Mas sei que a minha ptria  a luz, o sal e a gua
Que elaboram e liquefazem a minha mgoa
Em longas lgrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha ptria
De nin-la, de passar-lhe a mo pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) to feias
De minha ptria, de minha ptria sem sapatos
E sem meias, ptria minha
To pobrinha!

Porque te amo tanto, ptria minha, eu que no tenho
Ptria, eu semente que nasci do vento
Eu que no vou e no venho, eu que permaneo
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligao entre a ao e o pensamento
Eu fio invisvel no espao de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma f
Sem dogma; tenho-te em tudo em que no me sinto ajeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem p-direito.

Ah, ptria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte at o cu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
A espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...
CAPTULO 5
 ESTRUTURA E FORMAO
91

Fonte de mel, bicho triste, ptria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperana acorrentada
O no poder dizer-te: aguarda...
No tardo!

Quero rever-te, ptria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Ptria minha... A minha ptria no  floro, nem ostenta
Lbaro no; a minha ptria  desolao
De caminhos, a minha ptria  terra sedenta
E praia branca; a minha patria  o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.


Mais do que a mais garrida a minha ptria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamen
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que sers tambm"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Ptria minha, e perfuma o teu cho...
Que vontade me vem de adormecer-me
Entre teus doces montes, ptria minha
Atento  fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu corao.

No te direi o nome, ptria minha
Teu nome  ptria amada,  patriazinha
No rima com me gentil
Vives em mim como uma filha, que s
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.


Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que pea ao rouxinol do dia
Que pea ao sabi
Para levar-te presto este avigrama:
"Ptria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes".
(MORAES, Vinicius de, Poesia completa e prosa.
2. ed. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1985. p. 267-9.)
CAPITULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
92

TRABALHANDO O  TEXTO

1.	Identifique o sufixo presente nas palavras doura, quentura e ternura e indique 
o tipo de modificao que produz nas palavras primitivas.

2.	Identifique o afixo que surge na palavra sedenta e explique que tipo de 
modificao ele introduz na palavra primitiva.

3.	Qual o processo de formao das palavras amanhecer e acorrentar? Explique 
o que particulariza esse processo em relao  prefixao e  sufixao.

4.	Explique o processo de formao da palavra invisvel.

5.	Retire do texto um caso de derivao imprpria. Comente-o.

6.	"Eu, o sem Deus!"
Que tipo de papel exerce a preposio sem nessa frase? Comente.

7.	A relao do sujeito lrico com a ptria incorpora um processo de 
personificao: a ptria tem cabelos, no tem sapatos nem meias, tem vestido. 
Observe o papel exercido pelos sufixos diminutivos nesse processo e comente-o.

Para mascar com chiclets
Quem subiu, no novelo do chiclets, 
ao fim do fio ou do desgastamento, 
sem poder no sacudir fora, antes, 
a borracha infensa e imune ao tempo; 
imune ao tempo ou o tempo em coisa, 
em pessoa, encarnado nessa borracha, 
de tal maneira, e conforme ao tempo, 
o chiclets ora se contrai ora se dilata, 
e consubstante ao tempo, se rompe, 
interrompe, embora logo se reemende, 
e fique a romper-se, a reemendar-se, 
sem usura nem fim, do fio de sempre. 
No entanto quem, e saberente que ele
nao encarna o tempo em sua borracha. 
quem j ficou num primeiro chiclets 
sem reincidir nessa coisa (ou nada).

2.
Quem pde no reincidir no chiclets, 
e saberente que no encarna o tempo:
ele faz sentir o tempo e faz o homem 
sentir que ele homem o est fazendo.
Faz o homem, sentindo o tempo dentro, 
sentir dentro do tempo, em tempo-firme.
e com que, mascando o tempo chiclets,
iImagine-o bem dominado, e o exorcize.
(MELO NETO, Joo Cabral de. Poesias completas ( 1940-1965) . 4. ed. Rio de 
Janeiro. Jos Olympio, 1986. p. 43.)
TRABALHANDO O TEXTO
1. Faa a depreenso dos morfemas presentes nas palavras desgastamento e 
encarnado e explique os processos de formao que lhes deram origem.

2. Quais afixos podem ser percebidos na palavra consubstante? Qual o sentido que 
tem essa palavra?

3.	A aproximao das palavras rompe e interrompe revitaliza o valor do prefixo 
presente nesta ltima? Explique.

CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
93
4.	Retire do texto as palavras em que surge o prefixo re- e comente as 
modificaes que ele produz nas palavras primitivas.

5.	Qual o sentido da palavra saberente? Que tipo de afixo participa de sua 
formao?

6.	 possvel relacionar o prefixo presente na palavra exorcizar com o 
significado que tem essa palavra? Comente.
7.	Os prefixos so considerados um recurso muito eficiente para apresentar 
idias e conceitos de forma sinttica. Isso acontece no texto? Comente.

8.	Explique a relao que o texto estabelece entre o chiclets e o tempo. Que tipo 
de dimenso adquire o ato de mascar chiclets?
- nota da ledora: propaganda, na pgina, com o seguinte teor:  A cada vida que 
comea, recomea a Histria da Nestl.Lembre-se de sua infncia. Voc, sem dvida 
vai se lembrar de alguma histria sua com a Nestl, pra contar. Esse  o nosso maior 
alimento. A satisfao de manter uma amizade que cresce, fica forte, se renova e nunca 
termina. Nestl, sua vida, nossa histria  

TRABALHANDO O TEXTO

Aponte no texto a explorao expressiva de um dos processos de formao de 
palavras e comente-a.
CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
94

- nota da ledora: propaganda da General Motors: Bi Bi. Duas vezes Bicampe do carro 
do ano. - fim da nota. 
Analise a expresso bi bi baseado no seu conhecimento dos processos de 
formao de palavras e nas sugestes sonoras que produz.
COMPOSIO
A composio produz palavras compostas a partir da aproximao de palavras 
simples. As palavras simples so aquelas em que h um nico radical, como amor 
e perfeito. Para que ocorra o processo de composio,  necessrio estabelecer 
entre essas palavras um vnculo permanente, que faz com que surja um novo 
significado:  o que ocorre quando formamos o composto amor-perfeito, que d 
nome a uma flor. O significado no  o mesmo da expresso amor perfeito, na qual 
cada palavra mantm seu significado original: trata-se do sentimento amoroso 
manifestado de forma perfeita. Em amor-perfeito h uma nica palavra que d 
nome a um organismo vegetal.
A composio tambm pode ser feita por meio do uso de radicais que no tm 
vida independente na lngua. Isso ocorre basicamente na formao de palavras 
que recebem o nome de compostos eruditos por serem formadas com radicais 
gregos e latinos. E o caso, por exempIo, de democracia, patognese, alviverde, 
agricultura e outras, usadas principalmente na nomenclatura tcnica e cientfica.

Tipos de composio

Quanto  forma que adquire a palavra composta, costumam-se apontar dois tipos 
de composio:
a) composio por justaposio - ocorre quando os elementos que formam o composto 
so simplesmente colocados lado a lado (justapostos), sem que se verifique 
qualquer alterao fontica em algum deles: segunda-feira, pra-raios, corre-
corre, guarda-roupa, amor-perfeito, p-de-moleque, girassol, passatempo. O que 
caracteriza a justaposio  a

CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
95


manuteno da integridade sonora das palavras que formam o composto, e no a 
forma de graf-lo: passatempo e girassol, apesar de serem escritos sem hfen, so 
compostos por justaposio;
b)	composio por aglutinao - ocorre quando os elementos que formam o 
composto se aglutinam, o que significa que pelo menos um deles perde sua 
integridade sonora, sofrendo modificaes. Observe os exemplos e note as 
transformaes sofridas pelas palavras formadoras: vinagre (vinho + acre), 
aguardente (gua + ardente), pernalta (perna + alta), planalto (plano + alto). 
Tambm se incluem neste caso muitos compostos eruditos (como retilneo, 
crucifixo, ambidestro, demagogo e outros), cuja identificao requer conhecimen-
tos mais especializados.
As possibilidades de composio so imprevisveis: podem-se formar compostos 
pelo relacionamento de palavras pertencentes a praticamente todas as classes 
gramaticais. H, por exemplo, compostos formados por substantivo + substantivo 
(porco-espinho), substantivo + adjetivo (amor-perfeito), advrbio + adjetivo 
(sempre-viva), verbo + substantivo (pra-choques).
A principal funo do processo de composio  a criao de novas palavras 
para denominar novos objetos, conceitos ou ocupaes. Essa funo 
denominadora pode ser dada de forma descritiva ou metafrica. Palavras como 
papel-alumnio, relgio-pulseira ou lava-louas so descritivas porque buscam dar 
nome a objetos por meio de suas caractersticas ou finalidades mais relevantes. 
Louva-a-deus e arranha-cu so compostos de origem metafrica, pois resultam de 
um evidente uso figurado da linguagem.
O surgimento de novas palavras compostas na lngua  constante, uma vez que a 
necessidade de encontrar nomes especficos para novos objetos e conceitos  
ininterrupta. Dessa forma, podemos perceber na lngua atual a transformao de 
expresses em novas palavras. Pense, por exemplo, na expresso trs em um 
(que na linguagem publicitria j aparece "trs-em-um"), que d nome a certas 
combinaes de aparelhos de som. Alis, pense na prpria expresso aparelho de 
som, que j  praticamente uma palavra composta (como mquina de lavar ou 
mquina de costura). Em alguns casos, podemos observar que j existe a 
conscincia de que se est lidando com uma palavra composta, como  o caso de 
ponto de vista e meio ambiente, expresses que vm sendo grafadas "ponto-de-
vista" e "meio-ambiente" com freqncia cada vez maior.
- nota da ledora: propaganda do diet shake, fazendo referncia ao vocbulo 
lipoaspirao. Este anncio j foi descrito pela ledora em pgina anterior. - fim da 
nota. 
Lipoaspirao constitui exemplo de formaao de novas palavras compostas na lngua. 
O anunciante aproveitou o mote para decomp-la e incentivar jocosamente o consumo.
CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
96

ATIVIDADE 
Identifique o processo de formao das seguintes palavras:
a) paIidez
b) empalidecer
c)boquiaberto
d) pra-quedas
e) invulnervel
f) pontiagudo
g) audiovisual
h) o recuo
i) correntista (fantasma)
- nota da ledora: quadro de destaque na pgina - 
A composio
A composio  o processo de formao que d origem a palavras compostas 
(aquelas em que h pelo menos dois radicais) pela aproximao de palavras 
simples ou de radicais eruditos. Se os elementos formadores mantiverem sua 
integridade sonora, ocorre composio por justaposio. Se pelo menos um 
deles sofre alteraes na sua configurao sonora, ocorre composio por 
aglutinao. - fim do quadro. 

Radicais e compostos eruditos
O mecanismo da composio  utilizado para a formao de um tipo especifico de 
palavras conhecidas como compostos eruditos, assim chamados porque em sua 
formao se utilizam elementos de origem grega e latina que foram diretamente 
importados dessas lnguas com essa finalidade. Por isso, esses compostos so 
tambm chamados de helenismos e latinismos eruditos. So palavras como 
pedagogia e quiromancia (formadas de elementos gregos) ou arborcola e uxoricida 
(formadas por elementos latinos), normalmente criadas para denominar objetos 
ou conceitos relacionados com as cincias e as tcnicas. Muitas delas acabam se 
tornando cotidianas (telefone, automvel, democracia e agricultura, por exemplo).
Apresentamos a seguir duas relaes de radicais gregos e duas relaes de 
radicais latinos. A primeira relao de radicais gregos e a primeira relao de 
radicais latinos agrupa os elementos formadores que normalmente so colocados 
no incio dos compostos; a segunda relao de radicais agrupa, em cada caso, os 
elementos formadores que costumam surgir na parte final dos compostos. 
Adotamos esse procedimento a fim de facilitar seu trabalho de consulta: ao 
encontrar determinado exemplo na relao dos radicais que costumam ser o 
primeiro elemento do composto, voc poder mais rapidamente verificar o valor 
do segundo elemento na relao dos radicais que costumam figurar no final dos 
compostos. Atente para o fato de que determinados radicais costumam aparecer 
em determinadas posies nos compostos; nada os impede de surgir em posio 
diferente.
Alguns dos radicais que colocamos nas relaes a seguir so considerados 
prefixos por alguns autores; outros estudiosos preferem cham-los "elementos 
de composio". Acreditamos que essas questes terminolgicas so pouco 
importantes para voc, que tem finalidades mais prticas. Observe que muitas 
palavras que fazem parte das suas aulas de Biologia, Qumica e Fsica podem ser 
encontradas nas relaes abaixo; observe, principalmente, que o conhecimento 
do significado dos elementos que as constituem muitas vezes nos ajuda a com-
preender os conceitos e seres que denominam.

CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
97
RADICAIS GREGOS
Elementos que normalmente surgem na parte inicial do composto
	
Radical, significado e exemplo: 
acr-, acro- (alto, elevado) acrpole, acrofobia, acrobata 
aer-, aero- (ar) aerdromo, aeronauta, aerstato, areo
agro- (campo) agrologia, agronomia, agrografia, agromania
al-, alo- (outro, diverso) alopatia, alomorfia
andr-, andro- (homem, macho) androceu, andrgino, andride, androsperma
anemo- (vento) anemgrafo, anemmetro
angel-, angelo- (mensageiro, anjo) angellatra, angelogia
ant-, anto- (flor) antologia, antografia, antide, antomania
antropo- (homem) antropgrafo, antropologia, filantropo
aritm-, aritmo- (nmero) aritmtica, aritmologia, aritmomancia 
arque- (primeiro, origem) arqutipo, arquegnio 
arqueo- (antigo) arqueografia, arqueologia, arqueozico
aster-, astro- (estrela, astro) asteride, astrlogo, astronomia 
auto- (prprio) autocracia, autgrafo, autmato
bari-, baro- (peso) barmetro, bartono, barisfera 
biblio- (livro) bibliografia, biblioteca, biblifilo
bio- (vida) biografia, biologia, macrbio, anfbio
caco- (mau) cacofonia, cacografia
cali- (belo) califasia, caligrafia
cardi-, cardio- (corao) cardiologia, cardiografia
cin-, cine-, cines- (movimento) cinestesia, cinemtica 
core-, coreo- (dana) coreografia, coregrafo
cosmo- (mundo) cosmgrafo, cosmologia
cript-, cripto- (escondido) criptnimo, criptograma
cris-, criso- (ouro) crislida, crisntemo
crom-, cromo- (cor) cromossomo, cromogravura, cromoterapia
crono- (tempo) cronologia, cronmetro, cronograma
datilo- (dedo) datilografia, datiloscopia
demo- (povo) demografia, democracia, demagogia
dinam-, dinamo- (fora, potncia) dinammetro, dinamite
eco- (casa) ecologia, ecossistema, economia
eletro- (mbar, eletricidade) eltrico, eletrmetro
enter-, entero- (intestino) enterite, enterogastrite
ergo- (trabalho) ergonomia, ergometria
estere-, estereo- (slido, fixo) esteretipo, estereografia
estomat-, estomato- (boca, orifcio) estomatite, estomatoscpio
etno- (raa) etnografia, etnologia
farmaco- (medicamento)	farmacologia, farmacopla
filo- (amigo)	filsofo, fillogo
fisio- (natureza)	fisiologia, fisionomia
fono- (voz)	eufonia, fonologia
fos-, foto- (luz) fsforo, fotofobia
gastr-, gastro- (estmago) gastrite, gastrnomo

CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
98

Radical e significado e exemplo
gen-, geno- (que gera) gentipo, hidrognio
geo- (terra) geografia, geologia
ger-, gero- (velhice) geriatria, gerontocracia
helio- (sol) heliografia, helioscpio
hemi- (metade) hemisfrio, hemistquio
hemo-, hemato- (sangue) hemoglobina, hematcrito
hetero- (outro) heternimo, heterogneo
hidro- (gua) hidrognio, hidrografia
hier-, hiero- (sagrado) hierglifo, hierosolimita
hipo- (cavalo) hipdromo, hipoptamo
homo-, homeo- (semelhante) homeopatia, homgrafo, homogneo
icono- (imagem) iconoclasta, iconolatria
idio- (peixe) ictifago, ictiologia
iso- (igual) iscrono, issceles
lito- (pedra) litografia, litogravura
macro- (grande) macrocfalo, macrocosmo 
mega-, megalo- (grande) megatrio, megalomanaco 
melo- (canto) melodia, melopia 
meio- (meio) mesclise, Mesopotmia 
micro- (pequeno) micrbio, microcfalo, microscpio 
miso- (que odeia) misgino, misantropo 
mito- (fbula) mitologia, mitmano 
necro- (morto) necrpole, necrotrio 
neo- (novo) neolatino, neologismo 
neuro-, nevr- (nervo) neurologia, nevralgia 
odonto- (dente) odontologia, odontalgia 
ofi-, oflo- (cobra, serpente) ofiologia, ofiomancia 
oftalmo- (olho) oftalmologia, oftalmoscpio 
onomato- (nome) onomatologia, onomatopia 
ornit-, omito- (ave) ornitologia, ornitide 
oro- (montanha) orogenia, orografia 
orto- (reto, justo)ortografia, ortodoxo 
oste-, osteo- (osso) osteoporose, osteodermo 
oxi- (cido, agudo) oxtona, oxgono, oxignio 
paleo- (antigo) paleografia, paleontologia panteismo, 
pan- (todos, tudo) pan-americano 
pato- (doena, sentimento) patologia, patogentico, pattico 
pedi-, pedo- (criana) pediatria, pedologia 
piro- (fogo) pirlise, piromania, pirotecnia 
pluto- (riqueza) plutomania, plutocracia 
poli- (muito) policromia, poliglota, polgrafo, polgono 
potamo- (rio) potamografia, potamologia 
proto- (primeiro) prottipo, protozorio 
pseudo- (falso) pseudnimo, pseudpode
psico- (alma, esprito) psicologia, psicanlise

CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
99


quiro- (mo) quiromancia, quirptero 
rino- (nariz) rinoceronte, rinoplastia 
rizo- (raiz) rizfilo, rizotnico 
sider- (ferro) siderlito, siderurgia 
sismo- (abalo, tremor) sismgrafo, sismologia 
taqui (rpido)taquicardia, taquigrafia 
tax-, taxi-, taxio- (ordem, arranjo) taxiologia, taxidermia 
tecno- (arte, oficio, indstria) tecnologia, tecnocracia, tecnografia 
tele- (longe) telegrama, telefone, telepatia 
teo- (deus) teocracia, telogo 
term-, termo- (calor)  termmetro, isotrmico 
tipo- (figura, marca) tipografia, tipologia 
topo- (lugar) topografia, toponmia 
xeno- (estrangeiro) xenofobia, xenomania 
xilo- (madeira) xilgrafo, xilogravura 
zoo- (animal)zografo, zoologia

NUMERAIS
Radical,  significado, e exemplos:
mon-, mono- (um)	monarca, monogamia
di- (dois) diptalo, disslabo
tri- (trs) trilogia, trisslabo
tetra- (quatro) tetrarca, tetraedro
pent-, penta- (cinco)  pentatlo, pentgono
hexa- (seis)	hexgono, hexmetro
hepta- (sete)	heptgono, heptasslabo
octo- (oito)	octosslabo, octaedro
enea- (nove)	enegono, eneasslabo
deca- (dez)	decaedro, decalitro
hendeca- (onze) hendecasslabo, hendecaedro
dodeca- (doze) dodecasslabo
icos- (vinte)	icosaedro, icosgono
hecto-, hecato- (cem) hectoedro, hecatombe, hectmetro, hectograma
quilo- (mil)	quilograma, quilmetro
miria- (dez mil - inumervel) mirimetro, mirade, miripode

Elementos que normalmente surgem na parte final do composto
Radical , significado e exemplos
-agogia (conduo)	pedagogia, demagogia
-agogo (que conduz) demagogo, pedagogo
-algia (dor)	cefalalgia, nevralgia
-arca (que comanda) heresiarca, monarca
-arquia (comando, governo) autarquia, monarquia


CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
100
RADICAL, SIGNIFICADO E EXEMPLOS
- astenia(debilidade)	neurastenia, psicastenia
-cfaIo (cabea)	macrocfalo, microcfalo
-ciclo (crculo)	bicicleta, hemiciclo
 -cracia (poder)	democracia, plutocracia, gerontocracia
  -derme (pele)	endoderme, epiderme
-doxo (que opina)	ortodoxo, heterodoxo
-dromo (lugar para correr)	hipdromo, veldromo
-edro (base, face)	pentaedro, poliedro
-eido, -ide (forma, semelhana) caleidoscpio, asteride, aracnide
-fagia (ato de comer)	aerofagia, antropofagia
-fago (que come)	antropfago, necrfago- filia (amizade)	bibliofilia, lusoflia
-fobia (inimizade, averso) fotofobia, hidrofobia
-fobo (que tem averso)	xenfobo, zofobo
-foro (que leva ou conduz)	fsforo, semaforo
-gamia (casamento)	monogamia, poligamia
-gamo (que casa)	bgamo, polgamo
-glota, -glossa (lngua)	poliglota, isoglossa
-gono (ngulo)	pentagono, polgono
-grafia (escrita, descrio)	ortografia, geografia
-grafo (que escreve)	calgrafo, polgrafo
-grama (escrito, peso)	telegrama, quilograma
-logia (discurso, tratado, cincia)	arqueologia, fonologia
-logo (que fala ou trata)	dialogo, telogo
-mancia (adivinhao)	necromancia, quiromancia
-mania (loucura, tendncia)	megalomania, piromania
-mano (louco, inclinado)	biblimano, mitmano
-maquia (combate)	logomaquia, tauromaquia
-metria (medida)	antropometria, biometria
-metro (que mede)	hidrmetro, pentmetro
-morfo (que tem forma de) antropomorfo, polimorfo
-nomia (lei, regra)	agronomia, astronomia
-nomo (que regula) autnomo, metrnomo
-orama (espetculo) panorama, cosmorama
-pia (ato de fazer) melopia, onomatopia
-plis, -pole (cidade) Petrpolis, metrpole
-ptero (asa)	dptero, helicptero
-scopia (ato de ver) macroscopia, microscopia
-scpio (instrumento para ver)	microscpio, telescpio
-sofia (sabedoria)	filosofia, teosofia
-stico (verso) dstico, monstico
-teca (lugar onde se guarda) biblioteca, discoteca
-terapia (cura) fisioterapia, hidroterapia
-tomia (corte, diviso) dicotomia, neurotomia
tono (tenso, tom)	bartono, montono
-trof, -trofia (nutrio) atrofia, hipertrofia
CAPITULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
101

RADICAIS LATINOS

Elementos que normalmente surgem na parte inicial do composto

Radical , significado e exemplo:

agri-, agro- (campo)agrcola, agricultura 
ali- (asa) algero, alpede, aliforme 
alti- (alto) altissonante, altiplano 
alvi- (branco) alviverde, alvinegro 
ambi- (ambos) ambidestro
api- (abelha) apicultura, apirio, apcola 
arbori- (arvore) arborcola
auri- (ouro) auriverde, auriflama 
avi- (ave)
bis-, bi- (duas vezes) bisav
avi- (ave) avicultura
bel-, beli- (guerra) belgero, beligerante 
ferri-, ferro- (ferro) ferrovia
calori- (calor) calorfero
cruci- (cruz) crucifixo
curvi- (curvo) curvilneo
cent- (cem) centavo, centena, centopia
equi-, eqi- (igual) equiltero, equivalncia ou eqivalncia
fili- (filho) filicdio, filial
fratri-, frater- (irmo) fratricida, fraternidade 
igni- (fogo) ignvomo 
lati- (grande, largo) latifoliado, latifndio 
loco- (lugar) locomotiva 
matri- (me) matrilinear, matriarcal
maxi- (muito grande) maxidesvalorizao, maxissaia
mili- (mil, milsima parte) milpede, milmetro
mini- (muito pequeno) minissaia, minifndio
morti- (morte) mortfero
multi- (muito) multiforme, multidimensional 
nocti- (noite, trevas) noctvago, nocticolor
nubi- (nuvem) nubvago, nubfero
oni- (todo) onipotente
patri- (pai) patrilinear, patrilocal
pedi- (p) pedilvio
pisci- (peixe) piscicultor
pluri- (muitos) pluriforme, plurisseriado
quadri- (quatro) quadrimotor, quadrpede
reti- (reto) retilneo
tri- (trs) tricolor
umbri- (sombra) umbrvago, umbrfero
uni- (um) unssono
uxori- (esposa) uxrio, uxoricida
vermi- (verme) vermfugo
CAPITULO 5  
ESTRUTURA E FORMAO
102

Elementos que normalmente surgem na parte final do composto

Radical , significado, e exemplo:
-cida (que mata) regicida, fratricida
-cola (que cultiva ou habita) vitcola, arborcola
-cultura (ato de cultivar) apicultura, piscicultura
-fero (que contm ou produz) aurfero, flamfero
-fico (que faz ou produz) benfico, frigorfico
-forme (que tem forma de) cuneiforme, uniforme
-fugo (que foge ou que faz fugir) centrfugo, febrifugo
-gero (que contm ou produz) armgero, belgero
-paro (que produz) multparo, ovparo
-pede (p) palmpede, velocpede
-sono (que soa) borrissono, unssono
-vago (que anda) nubivago, noctvago
-vomo (que expele) fumvomo, ignvomo
-voro (que come) carnvoro, herbvoro
- nota de ledora: quadro em destaque na pgina:
OBSERVAO:
H palavras que combinam elementos gregos e latinos: televiso, automvel, 
genocdio, homossexual e outras. So chamadas de hibridismos. Existem 
hibridismos em que se combinam elementos de origens bastante diversas, como 
goiabeira (tupi e portugus), abreugrafia (portugus e grego), sambdromo 
(quimbundo - uma lngua africana - e grego), surfista (ingls e grego), burocracia 
(francs e grego), e outros. Como voc v, trata-se de palavras muito usadas no 
cotidiano comunicativo, o que torna absurda a inteno de certos gramticos de 
considerar os hibridismos verdadeiras aberraes devido  sua origem "mestia". 
- fim do quadro de destaque. 

ATIVIDADES
1.	Identifique os elementos formadores e d o significado de cada um dos 
compostos abaixo:

a)	democracia
b) gerontocracia 
c) tecnocracia
d) plutocracia
e) talassocracia
f) teocracia
g) autocracia
h) aristocracia
i) burocracia

2.	Faa o mesmo com os compostos abaixo:
a)	quiromancia	
b)	oniromancia	
c)	piromancia
d)	ornitomancia
e)        onomatomancia	
f)        aritmomancia
3.	Idem:
a) entomologia	
b) zoologia	            
c) fitologia
d) geologia
CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
103
e)	ornitologia	     
f)	ictiologia	
g)	biologia	
h)	filologia	
i)	fonologia	
j)	morfologia	
l)         cardiologia
m)	ginecologia	
n)	psicologia	
o)	sociologia	
p)	teologia	
q)	antologia
s)        enologia

4.	Idem:			
	a)	cistalgia
	b)	ostealgia
            c)	cefalalgia
             d)       odontalgia
             e) mialgia	
              f) otalgia
		

  5.  Idem:		

a)	annimo	

b)	homnimo	

c)	heternimo

d)	criptnimo	

e)	pseudnimo

f) ortnimo	
g) antropnimo	
h) topnimo	
i) sinnimo	
j) antnimo	


6.  Idem:	

a) sintaxe

b) cleptomania		

c) megalomania

d) nefelibata	

e) acrobata	
f) acrofobia
g) tanatofobia	
h) semforo	
 i) economia	
j) rinoceronte	
l) hipoptamo

m) esteretipo 
n) poliglota	
o) ortopedia
p) hematfago
q) metafsica


 7.	Idem:
a) agricultura	
c) triticultura	
 e) fruticultura           
b) piscicultura 
d) rizicultura 
f) avicultura

8.	Reescreva as frases seguintes, substituindo as expresses destacadas por 
compostos eruditos:
a) Certos polticos tm (incontinncia de linguagem).
b) Sua (paixo exagerada pela msica) fazia-o gastar muito em discos importados.
c) Era um especialista no (estudo da escrita).
d) Eis no que deu (o governo dos tcnicos).
e) Tal procedimento s  possvel porque existe (um controle do mercado por 
algumas poucas empresas).
f)  um animal (que se alimenta de sangue).
g) Especializou-se (no estudo dos insetos).
h)  uma pessoa capaz de sofrer verdadeiras (mudanas de forma).
i) Fazia questo de que suas roupa fossem	(de uma s cor).
j) O estudo dos (nomes de lugares e localidades) pode revelar muito sobre a
histria de uma regio.

OUTROS PROCESSOS DE FORMAO DE PALAVRAS	   	            
Abreviao vocabular

A abreviao vocabular consiste na eliminao de um segmento de uma palavra a 
fim de se obter uma forma mais curta. Ocorre, portanto, uma verdadeira truncao, 
obtendo-se uma nova palavra cujo significado  o mesmo da palavra original. 
Esse processo  particularmente produtivo na reduo de palavras muito longas:
cinematgrafo - cinema -	cine	      
pneumtico - pneu		                  
otorrinolaringologista - otorrino      
anaIfabeto - anaIfa		                  
extraordinrio - extra		      
pornogrfico - porn	
 vestibular - vestiba
 metropolitano - metr
 violoncelo - celo
  telefone - fone
  automvel- auto
  psicologia - psico


CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
104


- nota da ledora: propaganda de Donuts: CALIBRE SEU PNEU ( referncia bem 
humorada aos pneus de gordura) 
O "pneu" do anncio acima, exemplo de abreviao vocabular, no designa, 
obviamente, o componente do automvel. 

Observe que a forma abreviada  de amplo uso coloquial, embora em muitos 
casos passe a fazer parte da lngua escrita. Esse trao de coloquialidade pode ser 
sentido em abreviaes como as que colocamos abaixo, impregnadas de 
emotividade (carinho, desprezo, preconceito, zombaria):

professor - fessor 
portugus -  portuga 
chins - china 
japons - japa 
comunista - comuna 
militar - milico 
confuso - confa 
rebolio  rebu 
neurose - neura 
botequim - boteco 
delegado - delega 
gr-fino  granfa 
So Paulo - Sampa 
Florianpolis -  Floripa

H um certo tipo de abreviao que se vem tornando muito freqente na lngua 
atual. Consiste no uso de um prefixo ou de um elemento de uma palavra 
composta no lugar do todo:
ex, por ex-namorada, ex-marido, ex-esposa;
 micro, por microcomputador; 
video, por videocassete;

CAPITULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
105

mini, por minissaia;
mxi, por maxissaia ou maxidesvalorizao;
midi, para saia que chega at o joelho ou desvalorizao cambial moderada;
e vice, por vice-presidente, vice-governador, vice-prefeito e outros.
O uso dos prefixos em substituio  palavra toda deve ocorrer dentro de 
contextos determinados, em que  possvel estabelecer o significado que se 
pretende. Prefixos como vice ou mxi s adquirem sentido em funo dos outros 
elementos do texto em que surgem.
Siglonimizao
Essa palavra d nome ao processo de formao de siglas. As siglas so formadas 
pela combinao das letras iniciais de uma sequncia de palavras que constitui 
um nome:

FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Servio

CPF Cadastro de Pessoas Fsicas
MOBRAL - Movimento Brasileiro de Alfabetizao
IOF - Imposto sobre Operaes Financeiras
PIB - Produto Interno Bruto
As siglas incorporam-se de tal forma ao vocabulrio do dia-a-dia, que passam a 
sofrer flexes e a produzir derivados. E frequente o surgimento de construes 
como as ZPEs (Zonas de Processamento de Exportaes), os peemedebistas 
(membros do PMDB - Partido do Movimento Democrtico Brasileiro), os petistas 
(membros do PT - Partido dos Trabalhadores), a mobralizaao do ensino, 
campanha pr-FGTS, e outras.
Algumas siglas provieram de outras lnguas, principalmente do ingls:
UFO - Unidentified Flying Object (objeto voador no-identificado), que concorre 
com a criao nacional OVNI
VIP - Very Important Person (pessoa muito importante);
AIDS - Acquired Immunological Deliciency Syndrome (sndrome da imunode-
ficincia adquirida), cuja forma em Portugal  SIDA.
- nota da ledora: propaganda de um servio de  Limousine, dizendo que  pelo 
tamanho, a limousine deveria pagar IPTU. - fim do anncio. 
A sigla IPTU significa Imposto Predial e Territorial Urbano. Trata-se de um tributo da 
cidade de So Paulo- SP.
CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
106
- nota da ledora: propaganda da campanha contra a AIDS: Aproveite o dia 
mundial da AIDS e faa um cheque ao portador. Campanha do Bradesco. 
AIDS sigra infelizmente muito bem conhecida, proveio ao ingles. Apesar da gravidade 
do assunto, nao podemos deixar de admirar a criatividade do redator, na explorao 
que fez da expresso ''cheque ao portador ''.
H casos de siglas importadas que se transformaram em verdadeiras palavras. 
Algumas s so vistas como siglas se conhecermos sua origem:
JIPE  adaptao do ingls Jeep, que por sua vez originou-se de GP (General 
Purpose - uso geral);
LASER- de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation (amplificao 
da luz por emisso estimulada de radiao);
RADAR - de Radio Detecting and Ranging (deteco e busca por rdio).

Palavra-valise
A palavra-valise resulta do acoplamento de duas palavras, uma das quais pelo 
menos sofreu truncao.  tambm chamada palavra-centauro e permite a 
realizao de verdadeiras acrobacias verbais. Observe:
brasiguaio ou brasilguaio - formada de brasileiro e paraguaio para designar o 
povo fronteirio entre os dois pases, particularmente os brasileiros que 
retornaram do Paraguai atraidos pelo anncio de reforma agrria;
portunhol - formada de portugus e espanhol para designar a lngua resultante da 
mistura dos dois idiomas;
portingls - formada de portugus e ingls, criada por Carlos Drummond de 
Andrade ("secretria portingls");
tomarte - formada de tomate e Marte, criada por Murilo Mendes ("Ou tomarte, 
vermelho que nem Marte"). Note a possibilidade de ver nessa palavra tambm a 
palavra arte;
fraternura, elefantstico e copoanheiro - criaes de Guimares Rosa cuja 
formao no  difcil de perceber;
proesia - formada de prosa e poesia, utilizada por Dcio Pignatari com referncia a 
uma das obras do escritor irlands James Joyce.
Note que a criao dessas palavras ocorre tanto na lngua coloquial como na 
lngua culta e literria. Na lngua coloquial, o processo ja produziu palavras como 
bebemorar, Grenal (clssico de futebol entre Grmio e Internacional de Porto 
Alegre), Atletiba (Atltico Paranaense e Curitiba), Sansao (Santos e So Paulo), 
Flaflu (Flamengo e Fluminense), Bavi (Bahia e Vitria), Comefogo (Comercial e 
Botafogo de Ribeiro Preto). Na linguagem jornalstica, h termos como cantriz 
(cantora/atriz), estagnao (estagnao /inflao) e showmcio

CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
107

 (show/comcio); na literatura, alm das palavras j citadas, h ainda criaes 
como noitcia (Carlos Drummond de Andrade) ou diversonagens suspersas, de Paulo 
Leminski.

Onomatopia
A onomatopia ocorre quando se forma uma nova palavra por meio da imitao 
de sons. A palavra formada procura reproduzir um determinado som, adaptando-
o ao conjunto de fonemas de que a lngua dispe. Dessa forma, surgem palavras 
como:
cacarejar; zumbir, arrulhar, crocitar, troar e outros verbos que designam vozes de 
animais e fenmenos naturais;
tique-taque, teco-teco, reco-reco, bangue-bangue (a partir do ingls bangbang), 
pingue-pongue, xixi, triquetraque (fogo de artifcio), saci (nome de uma ave e, por 
extenso, de ente mitolgico), cega-rega (cigarra; por extenso, pessoa tagarela), 
chinfrim (coisa sem valor), quiquiriqui (pessoa ou coisa insignificante), blablabl, 
zunzunzum, pimpampum e outras, sempre sugestivas.
-nota da ledora: quadro de destaque na pgina: 
Outros processos de formao de palavras
a) abreviao vocabular - consiste na eliminao de um segmento de uma palavra a 
fim de se obter uma forma mais curta;
b) siglonimizao - processo de formao de siglas. As siglas so formadas pela 
combinao das letras iniciais de uma seqncia de palavras que constitui um 
nome;	
c) palavra-valise - resulta do acoplamento de duas palavras, uma das quais pelo 
menos sofreu truncao;
d) onomatopia - ocorre quando se forma uma nova palavra por meio da imitao 
de sons. A palavra formada procura reproduzir um determinado som, adaptando-
o ao conjunto de fonemas de que a lngua dispe. - fim do quadro de destaque. 

- nota da ledora:  cinco desenhos representando formas de onomatopa: Na sequncia 
ao lado,  Fortuna criou uma srie de onomatopias para imitar os sons da masfigao e 
da digesto. No se preocupou, porm, em adapt-las ao conjunto de fonemas da 
lngua portuguesa. Comendo uma rosca: nhac!, croc! gut, arout! - fim da nota.  
CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
108

OUTROS PROCESSOS DE ENRIQUECIMENTO DO LXICO
Lxico  a palavra com que se costuma denominar o conjunto de palavras que 
integra uma lngua. , em termos prticos, um sinnimo de vocabulrio, embora 
tecnicamente se possam estabelecer distines entre as duas palavras. Os 
processos de criao de palavras que estudamos at aqui devem ter mostrado a 
voc que h um constante enriquecimento lexical na lngua, resultante 
principalmente do dinamismo das modificaes culturais, que constantemente 
criam novos objetos, novos fatos, novos conceitos. Alm disso, h outros fatores 
de presso sobre a lngua, como vnculos de dependncia econmica e cultural, 
capazes de impor formas de pensar e de dizer que se manifestam tambm no 
vocabulrio.
Os processos de criao lexical que vimos at agora operam transformaes 
formais nas palavras, seja por meio do acrscimo ou supresso de morfemas, 
seja por meio da combinao de palavras inteiras para a formao de outras. So, 
basicamente, processos morfolgicos, pois lidam com a forma das palavras.
H outros processos de ampliao lexical na lngua portuguesa. Como no so 
processos morfolgicos, no vamos estud-los pormenorizadamente. So, no 
entanto, importantes; por isso, vamos falar um pouco sobre eles.

Neologismo semntico

Freqentemente, acrescentamos significados a determinadas palavras sem que 
elas passem por qualquer processo de modificao formal. Pense, por exemplo, 
na palavra arara, nome de uma ave, que tambm  usada para designar pessoa 
nervosa, irritada. Arara, com o sentido de "irritado, nervoso , e um neologismo 
semntico, ou seja, um novo significado que se soma ao que a palavra j possua.
Essa forma de enriquecimento do vocabulrio  extremamente produtiva. Em 
alguns casos, chega-se a perder a noo do significado inicial da palavra, 
passando-se a empreg-la apenas no sentido que foi um dia adicional.  o caso, 
por exemplo, de emrito, cujo sentido original  "aposentado", mas que atualmente 
se usa como "distinto", "elevado; ou dissabor, cujo sentido original era "falta de 
sabor".
Perceba que a chamada derivao imprpria aproxima-se bastante deste 
processo de ampliao de significado. A derivao imprpria resulta da 
passagem de uma palavra a uma classe gramatical diferente sem modificaes na 
sua forma. Na realidade, ocorre uma ampliao do significado original da palavra. 
Isso pode ser percebido em casos em que esse processo est to cristalizado, 
que chegamos a perder a noo do sentido e da classe originais da palavra. 
Pense, por exemplo, em palavras como alvo (em expresses como tiro ao alvo), clara 
(de ovo), estreito (acidente geogrfico), marginal (bandido ou via pblica), santo 
(pessoa virtuosa), refrigerante - voc j notou que se trata de adjetivos convertidos 
em substantivos?

Emprstimos lingsticos

O contato entre culturas produz efeitos tambm no vocabulrio das lnguas. No 
caso da lngua portuguesa, podem-se apontar exemplos de palavras tomadas de 
lnguas estrangeiras em tempos muito antigos. Esses emprstimos provieram de 
lnguas clticas, germnicas e rabes ao longo do processo de formao do 
portugus na Pennsula Ibrica. Posterior-

CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
109
mente, o Renascimento e as navegaes portuguesas permitiram emprstimos de 
lnguas europias modernas e de lnguas africanas, americanas e asiticas.
Depois desses perodos, o portugus recebeu emprstimos principalmente da 
lngua francesa. Atualmente, a maior fonte de emprstimos  o ingls norte-
americano. Deve-se levar em conta que muitos emprstimos da lngua portuguesa 
atual do Brasil no ocorreram em Portugal e nas colnias africanas, onde a 
influncia cultural e econmica dos Estados Unidos  menor.
As palavras de origem estrangeira normalmente passam por um processo de 
aportuguesamento fonolgico e grfico. Quando isso ocorre, muitas vezes 
deixamos de perceber que estamos usando um estrangeirismo. Pense em 
palavras como bife, futebol, beque, abajur, xampu, to frequentes em nosso 
cotidiano que j as sentimos como portuguesas. Quando mantm a grafia da 
lngua de origem, as palavras devem ser escritas entre aspas (na imprensa, devem 
surgir em destaque - normalmente itlico: shopping center; show, stress).

Atente para o fato de que os emprstimos lingusticos s fazem sentido quando 
so necessrios.  o que ocorre quando surgem novos produtos ou processos 
tecnolgicos. Ainda assim, esses emprestimos devem ser submetidos ao tra-
tamento de conformao aos hbitos fonolgicos e morfolgicos da lngua 
portuguesa. So condenveis abusos de estrangeirismos decorrentes de 
afetao de comportamento ou de subservincia cultural. A imprensa e a 
publicidade muitas vezes no resistem  tentao de utilizar a denominao 
estrangeira de forma apelativa, como em expresses do tipo os teens (por adoles-
centes) ou high technology system (sistema de alta tecnologia).
- nota da ledora: quadro de destaque na pgina: 
Outros processos de enriquecimento do lxico
a) neologismo semntico - acrscimo de significados a determinadas palavras 
sem que elas passem por qualquer processo de modificao formal;
b) emprstimos lingusticos - o contato entre culturas produz efeitos tambm no 
vocabulrio das lnguas, que incorpora palavras provindas de lnguas 
estrangeiras. As palavras de origem estrangeira normalmente passam por um 
processo de aportuguesamento fonolgico e grfico.
- fim do quadro de destaque. 	
Olimpadas: A Rio 2004 falhou, mas o pessoal persevera pela manuteno dos 
nossos recordes
Exemplo de palavra de origem estrangeira submetida  adaptao grfica e fonolgica 
do portugus: recorde proveniente do francs record. Ao ser aportuguesada, recebeu 
um e final e ganhou a pronncia "recrde';  moda francesa.
CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
110

ATIVIDADE
Explique e denomine o processo de formao das seguintes palavras:
a)INSS	
b) "confa"	
c) estresse	
d) teco-teco
e) caipirdromo
f) sofatleta

TEXTOS PARA ANLISE
- nota da ledora: nesta pgina, quatro anncios do carnaval, de estilos diferentes, o 
carnaval tradio, o multido, o fascinao, e o curtio: em clube, em Olinda, atrs 
do trio eltrico, e numa praia paradisaca. 
CAPTULO 5
ESTRUTURA E FORMAO
111
TRABALHANDO O TEXTO
Qual processo de formao de palavras o anncio explora? Aponte as novas 
palavras obtidas e qual seu significado.

O homem: as viagens
O homem, bicho da Terra to pequeno 
chateia-se na Terra 
lugar de muita misria e pouca diverso, 
faz um foguete, uma cpsula, um mdulo 
toca para a Lua 
desce cauteloso na Lua 
pisa na Lua 
planta bandeirola na Lua 
experimenta a Lua 
coloniza a Lua 
civiliza a Lua 
humaniza a Lua.

Lua humanizada: to igual  Terra. 
O homem chateia-se na Lua. 
Vamos para Marte - ordena a suas mquinas. 
Elas obedecem, o homem desce em Marte 
pisa em Marte 
experimenta 
coloniza 
civiliza 
humaniza Marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado. 
Vamos a outra parte? 
Claro - diz o engenho 
sofisticado e dcil. 
Vamos a Vnus. 
O homem pe o p em Vnus, 
v o visto -  isto? 
idem 
idem 
idem.

O homem funde a cuca se no for a Jpiter 
proclamar justia junto com injustia 
repetir a fossa 
repetir o inquieto 
repetitrio.

CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
112

Outros planetas restam para outras colnias.
O espao todo vira Terra-a-terra. 
O homem chega ao Sol ou d uma volta 
s para tever?
No-v que ele inventa 
roupa insidervel de viver no Sol.
Pe o p e:
mas que chato  o Sol, falso touro 
espanhol domado.

Restam outros sistemas fora 
do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
s resta ao homem (estar equipado?) 
a dificilima dangerosfssima viagem 
de si a si mesmo:
pr o p no cho do seu corao 
experimentar 
colonizar 
civilizar 
humanizar 
o homem
descobrindo em suas prprias inexploradas entranhas 
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. As impurezas do branco, 4a. ed. Rio de 
Janeiro, Jos Olympio, 1978 p. 20-2.) 
TRABALHANDO O TEXTO
1. De que forma o poema explora a sufixao nos ltimos versos da primeira 
estrofe?
Comente.

2. A palavra quadrado constitui um neologismo semntico? Comente.

3. Explique o significado da passagem "v o visto" e comente o valor adquirido 
pela palavra visto nesse contexto.

4. Qual o sentido da palavra fossa? Como voc analisaria sua utilizao no 
poema?
5. Como foi formada a palavra tever? Que significados ela sugere?

6.	Que efeito produz a diviso col-/onizar?

7.	Comente o uso da palavra dangerosssima.

8.	Que efeito produz a forma con-viver?
Comente.

9. Qual viagem voc considera mais importante para o homem? A sideral ou a 
"dangerosssima"? Porqu?

CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
113

Jecocentrismo globalizado
Esquecido de uma cultura riqussima, FHC usa o tom pejorativo para chamar o 
brasileiro de caipira

Estava o brasileiro posto em sossego, fumando o seu cigarrinho de palha, 
quando, em entrevista a um jornal lusitano, o presidente Fernando Henrique 
Cardoso resolveu teorizar sobre o carter nacional. Depois de dizer que o Brasil  
um pas provinciano, como "Estados Unidos" (olha a comparao), ele partiu para 
a globalizao pesada: "Como vivi fora do Brasil durante muitos anos, dei conta 
disso. Os brasileiros so caipiras, desconhecem o outro lado e, quando 
conhecem, se encantam. O problema  esse". Melhor resistir, por enquanto,  
tentao de fazer paralelos entre o viajado Fernando Henrique e a deslumbrada 
madame Bovary, personagem do escritor francs Gustave Flaubert. Pois se o 
presidente viveu fora do Brasil, na Frana. no Chile, na Argentina", como 
esclareceu, o que lhe teria garantido uma viso ntida do que acontece por aqui, 
na caipirolndia, madame Bovary tambm reformulou suas opinies sobre o 
mundo e as pessoas ao sair da provncia - para ir a um baile. No, no pegou mal 
o presidente ter, mais uma vez, posado de sabicho cosmopolita. O que provocou 
protestos, do PFL ao PT, foi ter chamado os brasileiros, seus conterrneos e 
eleitores, de provincianos. de caipiras.
No h dvida de que Fernando Henrique usou o termo "caipira" com conotao 
depreciativa. como quem dissesse que a Comunidade dos Pases de Lngua 
Portuguesa, que foi inaugurar em Lisboa,  uma inveno caipira do caipirssimo 
Jos Aparecido de Oliveira, por sua vez cupincha do caipirsimo Itamar Franco. 
Mas h outro sentido para essa palavra de origem tupi, possvel corruptela de 
(caipora), "habitante do mato". O termo tambm serve para designar uma cultura 
rstica que, do interior de So Paulo, se espalha por um pedao de Minas Gerais e 
de Gois. "A cultura caipira, que resulta da miscigenao do branco com o ndio,  
integral", explica o poeta e ensasta Jos Paulo Paes. "Ela abarca desde hbitos 
alimentares at costumes religiosos, conservando um vocabulrio riqussimo."
Na dcada de 20, autores como Cornlio Pires e Amadeu Amaral debruaram-se 
sobre a maneira de falar dos caipiras e descobriram que vrios de seus erros de 
portugus so, na verdade, preciosidades Imgsticas. Por exemplo: a expresso 
'estmago" (estmago) remonta ao portugus castio do sculo XVI, e 
concordncias exticas como "a multido falaram" so encontradas em versos 
de Cames. O modo de vida do caipira tambm foi objeto de um livro de Antonio 
Candido, Os Parceiros do Rio Bonito, de 1964, cujo prefcio traz um 
agradecimento "ao antigo aluno e j ento colega" Fernando Henrique Cardoso, 
que ajudou a revisar os originais. A arqueologia sociolgica de Antonio Candido  
uma resposta enviesada  imagem maledicente do
CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
114

caipira, cristalizada por Monteiro Lobato em Urups. Publicado em 1918, o artigo 
ridiculariza o Jeca-Tatu, o caboclo ignorante, imune ao progresso e supersticioso.
Destila Monteiro Lobato, entre outras linhas venenosas: "Perguntem ao Jeca 
quem  o presidente da Repblica. "
- O homem que manda em ns tudo?
-Sim.
- Pois de certo que h de ser o imperador."
O imperador Fernando Henrique Bovary poderia prestar mais ateno s palavras 
que usa para rotular seus sditos. Ricos e pobres, cultos e ignorantes. os 
brasileiros tm uma relao ambgua com o termo caipira. Talvez porque sofram 
daquela nostalgia do campo que os estudiosos chamam de tm uma relao 
ambfgua com o termo caipira. Talvez porque sofram daquela nostalgia do campo 
que os estudiosos chamam de "sndrome pastoril".  uma saudade en-
vergonhada, que se extravasa nas festas juninas, na audincia de novelas com 
temas agrrios, nos jipes metidos a besta que rodam nas grandes cidades, no 
sucesso da msica sertaneja, um arremedo que a indstria cultural forjou para as 
modinhas caipiras. O produto desse jecocentrismo pode no ser to globalizado 
quanto o chapu de Mickey que se compra na Disney World. Mas  mais autntico 
que o bovarismo.
(SABINO, Mrio.  In Veja, 24 jul. 1996)
TRABALHANDO O TEXTO

1. Como foram formadas as palavras que constituem o ttulo do texto?

2. Como se formaram as palavras caipirolndia e cosmopolita?

3. H no primeiro pargrafo do texto sufixos diminutivos e aumentativos. Aponte 
as palavras de que fazem parte e o significado que transmitem.

4. Explique como se formaram caipirssimo e caipirsimo e que relao de 
significado estabelecem com caipira.
5. Como se formaram as palavras miscigenao, arqueologia e sociolgica?

6. Como se formou a palavra extravasar?

7. Qual a origem da palavra jipe?

8. Baseado em elementos fornecidos pelo prprio texto, explique o sentido da 
palavra bovarismo.

9. Voc  caipira e desconhece o outro lado?

Eco da anterior
Que dvida Que dvida Que ddiva 
Que duvidvida afinal a vida

(MOURO-FERREIRA, David. Antologia potica
(1948 - 1983). Lisboa. D. Quixote. 1983. p. 158.
Explique o conceito de palavra-valise a partir da leitura do poema acima.
CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
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QUESTES E TESTES DE VESTIBULARES 
1 (Univ. Alfenas-MG) O infinitivo correspondente  forma verbal negrejava est 
formado por:
a)	derivao imprpria.
b)	derivao parassinttica.
c)	derivao sufixal.
d)	derivao regressiva.
e)	composio.

2  (Univ. Alfenas-MG) O vocbulo almanaques:
a)	 de origem latina.
b)	 erudito, composto de radicais gregos.
c)	 erudito, hbrido, composto de radicais latino e grego.
d)	 de origem rabe.
e)	 uma composio erudita, com prefixo e radical latinos.

3	(Univ. Alfenas-MG) Assinale a alternativa que contm a correspondncia 
correta entre o composto de origem grega e o seu significado.
a) anarquia = falta de cabea 
b) aristocracia = governo dos plebeus 
c) teocracia = governo de religiosos 
d) oligarquia = governo de um pequeno grupo
e) plutocracia = governo exercido por estrangeiros

4 (UEPE) Quanto  formao de palavras:
a) (preconceito)  formao prefixal. 
b) (pluralismo) e (fragilidade) so formaes sufixais.
c) (incontroverso), (individual) e (interna) so formadas com o prefixo latino in,           
com sentido de negao.
d) (ampliao), (repetncia), (preparao) e (cidadania) so substantivos formados a 
partir de formas verbais.
e) em (fragilizar), (modernizar) e (democratizar) o sufixo izar forma verbos a partir de 
adjetivos.
5 (UFCE) Complete os espaos abaixo com o substantivo que corresponde ao 
verbo destacado nas passagens:
a) ... (acendeu) nela o desejo...
A () do desejo.
b)..... e (repetia) puxando-me...
 A () do chamado.
c) ... um gesto que eu no (descrevo)
 A () do gesto.
Marque a alternativa que completa corretamente os espaos acima:
a) aceno - repetiso - descrio
b) acenso - repetio - descreo
c) aceno - repetio - discrio
d) acenso - repetisso - descriso
e) acenso - repetio - descrio

6 (UFCE) Empregando o sufixo mente, substitua as expresses destacadas por 
uma s palavra, cujo sentido seja equivalente ao da expresso substituida.
a) (Pouco a pouco), o poeta aprenderia a partir sem medo.
b) (Sem dvida alguma), a lua nova  mais alegre que a cheia.
c) Ele ganhou um novo quarto e a aurora, (ao mesmo tempo).
d) Passou dez anos, (sem interrupo), com a janela virada para o ptio.
e) O poeta, (por exceo), prefere a lua nova.

7 (Univ. Alfenas-MG) Assinale a alternativa que contm, pela ordem, o nome do 
processo de formao das seguintes palavras:
ataque, tributria e expatriar.
a)	prefixao, sufixao, derivao imprpria
b)	derivao imprpria, sufixao, parassntese
c)	prefixao, derivao imprpria, parassntese
d)	derivao regressiva, sufixao, prefixao e sufixao
e)	derivao regressiva, sufixao, parassintese

8 (PUCSP) O vocbulo (ostentando) apresenta em sua estrutura os seguintes 
elementos mrficos:
a) o radical ostenta e o prefixo -ndo.
b) radical ostent-, a vogal temtica -a, o tema ostenta e a desinncia -ndo.
c) o prefixo os-, o radical tent-, a vogal temtica -a e a desinncia -ndo.
d) o radical ostenta, o tema ostent- e a desinncia -ndo.
e) o radical -ndo, o tema ostent- e a vogal temtica -a.

9 (ESALq-SP) So palavras formadas por prefixao:
a) luminoso, fraternidade. 
b) liberdade, sonhador. 
c) conselheiro, queimado. 
d) linguagem, escravido. 
e) percurso, ingrato.

10 (PUCSP) As palavras (azuladas), (esbranquiadas), (bons-dias) e (lavagem) foram 
formadas, respectivamente, pelos processos de:
a) derivao parassinttica, derivao prefixal e sufixal, composio por agluti-
nao, derivao prefixal e sufixal.
b)derivao sufixal, derivao parassinttica, composio por justaposio, de-
rivao sufixal.
c) derivao parassinttica, derivao parassinttica, composio por 
aglutinao, derivao sufixal.
d)derivao prefixal e sufixal, derivao prefixal, composio por justaposio, 
derivao parassinttica.
e) derivao sufixal, derivao imprpria, composio por justaposio, derivao 
sufixal.

11 (ACAFE-SC) Quanto  formao de palavras, aponte o exemplo que no corres-
ponde  afirmao.
a) infeliz - derivao prefixal
b) inutilmente - derivao prefixal e sufixal
c) couve-flor - composio por justaposio
d) planalto - composio por aglutinao 
e) semideus - composio por aglutinao

12 (CEFET-PR) Em qual das alternativas no h relao entre as duas colunas 
quanto ao processo de formao das seguintes palavras:
a) magoado    derivao sufixal 
b) obscuro     derivao prefixal 
c) infernal     derivao prefixal e sufixal 
d) aterrador    derivao prefixal e sufixal 
e) descampado  derivao parassinttica

13 (FUVEST-SP) Foram formadas pelo mesmo processo as seguintes palavras:
a) vendavais, naufrgios, polmicas. 
b) descompem, desempregados, desejava. 
c) estendendo, escritrio, esprito.
d) quietao, sabonete, nadador. 
e) religio, irmo, solido.

14 (FUVEST-SP) Assinalar a alternativa que registra a palavra que tem o sufixo 
formador de advrbio.
a) desesperana 
b) pessimismo 
c) empobrecimento 
d) extremamente 
e) sociedade
15 (ITA-SP) Considere as seguintes significaes:
"nove ngulos" - "governo de poucos" -
"som agradvel" - "dor de cabea"
Escolha a alternativa cujas palavras traduzem os significados apresentados 
acima.
a) pentgono, plutocracia, eufonia, mialgia	
b) enegono, oligarquia, eufonia, cefalalgia
c) nonangular, democracia, cacofonia, dispnia
d) enegono, aristocracia, sinfonia, cefalalgia
e) hendecgono, monarquia, sonoplastia, cefalia

16 (ITA-sp) Considere as seguintes palavras, cujos prefixos so de origem grega: 
difano, endocrdio, epiderme, anfbio.
Qual alternativa apresenta palavras cujos prefixos, de origem latina, 
correspondem,
CAPTULO 5 
ESTRUTURA E FORMAO
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quanto ao significado, aos de origem grega?
a)	translcido, ingerir, sobrepor, ambivalncia
b)	disseminar, intramuscular, superficial, ambiguidade
c)	disjungir, emigrar, superviso, bilnge
d)	transalpino, enclausurar, superclio, ambicionar
e)	percorrer, imergir, epopia, ambivalncia

17 (PUCC-SP) Sabendo-se que prefixo  um morfema que se antepe ao radical, 
alterando sua significao, assinale a alternativa que apresenta as quatro 
palavras iniciadas por um prefixo.
a) perfazer, decifrar, disparidade, reposio 
b) retido, dissonncia, divindade, insatisfao
c) discorrer, entrever, perguntar, reler
d) inamovvel, bisav, comprimento, descansar
e) surpresa, asmtico, esbravejar, anulao


18 (VUNFSP) As palavras (perda), (corredor) e (saca-rolhas) so formadas, 
respectivamente, por:
a) derivao regressiva, derivao sufixal, composio por justaposio.
b) derivao regressiva, derivao sufixal, derivao parassinttica.
c) composio por aglutinao, derivao parassinttica, derivao regressiva
d) derivao parassinttica, composio por justaposio, composio por 
aglutinao.
e) composio por justaposio, composio por aglutinao, derivao prefixal.


19 (CESGRANRIO-RIO) Assinale a opo em que o processo de formao de 
palavras est indevidamente caracterizado.
a) vagalume  composio 
b) irritao - sufixao
c) cruzeiro - sufixao 
d) baunilha - sufixao 
e) palmeira - sufixao

20 (UFRJ) Assinale a alternativa cujo prefixo sub tem o sentido de posteridade.
a) sublinhar
b) subsequente	
c) subdesenvolvido
d) subjacente
e) submisso

21 (FUVEST-SP) Assinale a alternativa em que uma das palavras no  formada 
por prefixao.
a) readquirir, predestinado, propor 
b) irregular, amoral, demover 
c) remeter, conter, antegozar
d) irrestrito, antpoda, prever 
e) dever, deter, antever


22 (UM-SP) Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela em que ocorrem dois 
prefixos que do idia de negao.
a) impune, acfalo 
b) pressupor, ambguo 
c) anarquia, decair 
d) importar, soterrar 
e) ilegal, refazer

23 (UFF-RJ) O vocbulo catedral, do ponto de vista de sua formao, :
a) primitivo. 
b) composto por aglutinao. 
c) derivado sufixal. 
d) parassinttico. 
e) derivado regressivo de catedrtico.

24 (PUC-SP) Assinale a classificao errada do processo de formao indicado.
a) o porqu - converso ou derivao imprpria.
b) desleal - derivao prefixal 
c) impedimento - derivao parassinttica 
d) anoitecer - derivao parassinttica 
e) borboleta - primitivo

25 (UFPR) A formao do vocbulo destacado na expresso "o (canto) das 
sereias" :
a) composio por justaposio. 
b) derivao regressiva. 
c) derivao sufixal.
d) palavra primitiva. 
e) derivao prefixal.

26 (PUC-RJ) Relacione os sinnimos nas duas colunas abaixo e assinale a 
resposta correta.
1. translcido	() contraveneno
2. antdoto	           () metamorfose
3. transformao     ( ) difano
4. adversrio	() anttese
5. oposio		() antagonista
a) 1, 3, 4, 2, 5
b) 2, 3, 4 ,5,1
c)2, 3, 1, 5, 4
d)1, 4, 5, 2, 3
e) 4, 3, 1, 5, 2

27 (UFSC) Assinale a alternativa em que o elemento mrfico em destaque est 
corretamente analisado.
a) menin(a) (-a)  desinncia nominal de gnero
b) vend(e)ste (-e-) - vogal de ligao
c) gas()metro () - vogal temtica de segunda conjugao
d) ama(ss)em (-sse-) - desinncia de segunda pessoa do plural
e) cantare(is) (-is) - desinncia do imperfeito do subjuntivo

28 (FEI-SP) D o significado dos prefixos:

a) (anti)ptico 
b) (sim)ptico 
c) (a)ptico

29 (UFSC) Relacione a coluna II com a coluna I, estabelecendo a correspondncia 
entre o significado dos prefixos gregos e latinos.
coluna 1	coluna II
1) (tran)sporte	()(hiper)trofia
2) (circun)lquio	 ()(para)sita
3) (bene)fcio	()(hipo)crisia
4) (supra)citado	 ()(peri)feria
5) (sub)terrneo	 ()(di)logo
6) (ad)vogado	 ()(eu)genia

30) (UFPeI-RS) Os vocbulos da primeira coluna possuem prefixos latinos; os da 
segunda, prefixos gregos. A alternativa em que os dois prefixos no se 
correspondem semanticamente :
a) subdesenvolvimento/sintonia 
b) ambidestro/anfbio
c) previso/programa 
d) infiel/anmico
e) transparente/dilogo

31 (FUVEST-SP) Dos vocbulos da relao seguinte, transcreva apenas aqueles 
cujos prefixos indiquem privao, negao ou oposio:
indiciado, anarquia, aprimorar, pennsula, amoral, antpoda, antediluviano, ateu, 
antigo, imberbe

32 (FUVEST-SP) Dos vocbulos da relao seguinte, transcreva apenas aqueles 
que indiquem inferioridade ou posio inferior:
sotopor, retroceder, supra-renal, sublingual, infravermelho, obstruir, hipodrmico, 
sobestar, hipertenso, priplo

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